
Operação Criptonita (Fotos/Divulgação)
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagram a Operação Criptonita nesta terça-feira (7). As autoridades atuam em conjunto e buscam desarticular uma quadrilha com foco em extorsões e sequestros em todo o território estadual.
O alvo da ofensiva criminosa abrange os participantes ativos do mercado cripto brasileiro e os residentes na região sudeste do país. Os policiais cumprem ordens judiciais de prisão temporária e realizam buscas em imóveis sob o domínio dos suspeitos já catalogados.
As viaturas oficiais circulam por diversos bairros da capital e por municípios da região metropolitana paulista. O cerco tático da força estatal alcança pontos físicos nas áreas contidas nas cidades de Campinas e também de Sorocaba ao longo da manhã.
O contingente estruturado para a incursão conta com 54 oficiais do governo e tem o intuito de resguardar o perímetro da ação. As tropas mobilizadas incluem os esquadrões de choque do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA) e o Grupo Especial de Reação (GER).
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) acompanha o andamento das abordagens matinais com apoio logístico e estratégico. O braço do MPSP atua em parceria com os investigadores do 34º Distrito Policial sediado na área do bairro Morumbi na metrópole.
As investigações começaram após a tentativa de sequestro de um corretor de criptomoedas no mês de fevereiro do ano passado. O homem de 29 anos, que não teve sua identidade revelada pelas autoridades, sofreu uma emboscada no interior de um centro de compras localizado na zona sul paulistana.
A vítima marcou um encontro presencial com um falso sócio para fechar uma transação comercial com unidades de bitcoin. Os bandidos induziram o rapaz a entrar em um veículo sob ameaças pesadas de danos à sua integridade física.
O mercado cripto atrai a cobiça de infratores pela irreversibilidade natural das remessas processadas em transações com criptomoedas. O sistema cibernético permite a transferência de saldos de modo veloz e imune a ordens de bloqueios emitidas por gerentes bancários convencionais.
O Estado procura reprimir essa modalidade ríspida de crime patrimonial contra pessoas em posse de capital na internet e reservas sem vínculo governamental. A coerção surge na visão do assaltante como o método primário e capaz de violar a custódia soberana das chaves privadas dos usuários.
A esposa do corretor desconfiou e obteve o acesso à localização do aparelho celular da vítima, quando acionou o serviço de emergência da polícia para resgate do cônjuge.
A Polícia Militar (PM) localizou o carro em trânsito por uma via pública da área urbana da cidade de Santa Isabel no interior. Os patrulheiros interceptaram o automóvel e efetuaram a detenção de quatro integrantes do bando criminoso em flagrante delito.
O revólver utilizado para subjugar o operador de criptomoedas acabou recolhido pelos agentes de patrulha em atividade na região. A apreensão dos telefones de uso pessoal dos acusados forneceu os dados primários para o setor de inteligência focado na segurança pública.
O rastreio nos registros de comunicação telefônica permitiu a identificação dos demais articuladores da célula de extorsão com alvos direcionados. As descobertas embasam os pedidos executados pelas tropas no curso das incursões deflagradas nas ruas nesta terça-feira.
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