Polícia Civil deflagra operação contra 17 empresas de Bitcoin

Segundo informações da Polícia Civil, as contas de 17 corretoras de Bitcoin foram bloqueadas na justiça.

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Viaturas da Polícia Civil de São Paulo
Viaturas da Polícia Civil de São Paulo- Foto: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP

Buscando encerrar uma fraude em corretoras de Bitcoin no estado de São Paulo, a Polícia Civil deflagrou a “Operação Exchange”. Foram cumpridos 6 mandados de busca durante a ação policial, que resultou na apreensão de notebooks e até uma arma de fogo.

As corretoras de criptomoedas atuam na intermediação de compra e venda de negociantes, ou seja, são apenas um mercado, onde as negociações fluem entre os clientes.

No mercado de criptomoedas as empresas já têm as regras que devem seguir para operar de acordo com a legislação brasileira. Mas a polícia apontou que as investigadas e alvos da ação não estavam agindo de acordo com a lei.

“Operação Exchange” atua contra corretoras de Bitcoin que estavam cometendo fraudes

O Bitcoin é uma moeda digital que atrai a atenção de muitas pessoas pelo mundo, sendo essa realidade também no Brasil. Apesar de ser uma tecnologia que permite a negociação entre pessoas, as corretoras ainda são muito utilizadas no mercado.

Desse modo, as operações nestes marketplaces podem colocar em risco as finanças dos usuários, principalmente quando a corretora utilizada não é correta com seus clientes.

A polícia civil de São Paulo acabou investigando fraudes em várias corretoras de Bitcoin, deflagrando na última quinta a “Operação Exchange”. Foram cumpridos seis mandados de busca na cidade de Diadema e na capital paulista.

Na investigação os policiais identificaram que corretoras falsas no mercado, criadas com nomes de “laranjas”, estavam possibilitando negociações para clientes.

“Investigações preliminares apontaram que empresas transacionaram vultuosas quantias entre si e, em seguida, destinaram os valores para corretoras, responsáveis pela aquisição de ativos digitais para, posteriormente, entregar aos seus clientes o código de validação da criptomoeda (hash), que pode ser utilizado em qualquer lugar do mundo sem possibilidade de rastreio ou de vinculação à origem.”

Uma das corretoras alvo da ação foi identificada mantendo vínculos apenas com essas empresas fictícias/inidôneas.

R$ 172 milhões foram bloqueados de 17 empresas e 2 pessoas

Conforme a polícia civil de São Paulo, em investigações por cinco meses, foi identificado que uma das corretoras transacionou R$ 10 milhões com 6 empresas fictícias. No mesmo período, outras 8 empresas falsas compraram R$ 15 milhões em criptomoedas.

A PCSP acredita que as corretoras investigadas não fazem compliance de clientes, nem dos valores recebidos. Além disso, valendo-se do chamado “mercado negro”, buscam dar aspecto lícito ao dinheiro recebido, operando conscientemente em favor de uma organização criminosa destinada a lavagem de dinheiro.

As operações com criptomoedas ainda enviam dinheiro para empresas no exterior (Offshores), com a repatriação posterior dos valores por meio da simulação de operações de vendas e prestação de serviços.

A justiça ainda aceitou o pedido para bloquear as contas de 17 empresas e 2 pessoas físicas, em um valor estimado de R$ 172 milhões. O Livecoins procurou a PCSP para descobrir o nome das empresas envolvidas, mas ainda não obteve retorno da autoridade policial.

“A Justiça aceitou a representação da Autoridade Policial e determinou o bloqueio de contas e sequestro de valores de 2 pessoas físicas e de 17 pessoas jurídicas, no total de R$172 milhões.”

Em uma foto divulgada pela PC é possível ver que até uma arma de fogo foi apreendida, além de dinheiro em espécie, cadernos com anotações e vários computadores.

Operação Exchange
Operação Exchange – Crédito: PCSP

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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