Os 4 piores cenários para as criptomoedas em 2022

Isso não é necessariamente negativo, mas o gado jamais irá se revoltar contra seu protetor, o Estado. Quer prova? Venezuela, Cuba, e Irã ainda existem.

Provavelmente você já escutou que o Bitcoin, e as criptomoedas, são um salvaguardas para a inflação causada pela injeção desenfreada de liquidez pelos governos. Outro argumento forte, e válido, foi o crescimento das CBDCs, as moedes digitais dos Bancos Centrais.

Ao concentrar 100% do poder de circulação da moeda nas mãos de 1 única entidade, reduzindo o poder dos bancos e financeiras, os governos passam a ter total controle do meio circulante. Ao mesmo tempo, conseguem limitar no que o dinheiro pode ser gasto, e implementar um prazo de validade em alguns casos.

No entanto, o que esses “especialistas” falham em afirmar, é que na outra ponta, existem fatores que podem afugentar o interesse do grande público, atrasando a adoção em alguns anos ou décadas.

1: Países-empresas

Imagine se a Google ou Amazon resolvem comprar uma nação, tornando-se o governo local, e, obviamente, rodando sua própria moeda. De fato, entra quem quer neste país, que contará com suas próprias leis, embora todos os serviços básicos passem pelas mãos da empresa-Estado.

Isso não impede de nações livres adotarem o Bitcoin como moeda oficial, ou mesmo de existir uma conversão com a moeda local destas regiões, no entanto, limita a adoção das criptomoedas.

2: “Cercadinho” digital

Mesmo que o Bitcoin, ou alguma altcoin semi-centralizada como Ethereum 2.0 e Solana virem o “novo padrão”, é possível criar redes de segunda camada onde só circulam tokens de entidades previamente “vetadas” por um clubinho.

Nada disso é fantasia, e isso já ocorre em alguns pools (cooperativas) de liquidez em aplicações de finanças descentralizadas (DeFi). Em suma, existe o uso mais amplo das blockchains públicas, porém sem apelo maior para as criptomoedas.

3: Crash das economias

Embora não seja o cenário mais plausível por conta da manutenção de políticas expansionistas, existe a possibilidade de um grande crash nos mercados de ações, imobiliário e commodities.

Seria leviano imaginar que este ambiente beneficie o Bitcoin, ou qualquer criptomoeda. A única possibilidade de ganho neste caso seria a interrupção no funcionamento dos sistemas bancários e/ou conversão entre diferentes moedas.

A probabilidade maior é que isso aconteça gradativamente nos países com economias mais frágeis, fortalecendo o Dólar, Libra Esterlina e Franco Suiço.

4: Síndrome de Estocolmo

Se o povo aceitar tomar vacina obrigatória a cada 6 meses para poder entrar em lojas e restaurantes, é possível que adotem o CDBC e qualquer medida autoritária como o “crédito social.” Isso iria, aos poucos, gerar um cenário “A Revolta de Atlas”, criando regiões independentes, e favorecendo países como El Salvador.

Isso não é necessariamente negativo, mas o gado jamais irá se revoltar contra seu protetor, o Estado. Quer prova? Venezuela, Cuba, e Irã ainda existem.

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.

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