Pentágono divulga estudo com vulnerabilidades do Bitcoin

Documento foi divulgado na última semana e mostra supostos problemas de criptomoedas públicas.

Presidente Joe Biden faz comentários ao pessoal do Departamento de Defesa no Pentágono
Presidente Joe Biden faz comentários ao pessoal do Departamento de Defesa no Pentágono

O Pentágono, por meio de uma unidade especial, divulgou um estudo contendo várias vulnerabilidades do Bitcoin, assim como da rede Ethereum. O material foi produzido pela empresa Trail of Bits, fundada em 2012 para buscar ajudar empresas famosas a resolver problemas de segurança cibernética.

A unidade especial em questão é a DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), responsável por realizar pesquisas avançadas de defesa militar nos Estados Unidos.

Vale lembrar que o Bitcoin é uma tecnologia nova de moeda digital que não tem ligações com governos e nem empresas. E é justamente esse fundamento libertário que causa temores em reguladores, visto que eles não conseguem controlar a tecnologia.

Pentágono divulga estudo com supostas vulnerabilidades do Bitcoin e Ethereum

A DARPA contratou um estudo para entender até que ponto as blockchains públicas são realmente descentralizadas e seguras, sendo essas seus pontos fundamentais. A empresa que realizou o levantamento então foi a Trail of Bits, focando seu estudo no Bitcoin e Ethereum.

Segundo a empresa de segurança, um dos desafios das blockchains é a confiança nos programadores, que podem induzir bugs nos códigos e em contratos inteligentes. Além disso, as pessoas devem confiar de que as blockchains são realmente imutáveis.

A Trail ainda declarou que o número de entidades que podem causar problemas na rede Bitcoin são poucas, ou seja, essa rede corre grande perigo. No caso do Ethereum, o risco é ainda maior, assim como das redes que utilizam mineração PoS.

“O número de entidades suficientes para interromper uma blockchain é relativamente baixo: quatro para Bitcoin, duas para Ethereum e menos de uma dúzia para a maioria das redes PoS. A grande maioria dos nodes Bitcoin parece não participar da mineração e os operadores de nodes não enfrentam penalidade explícita por desonestidade.”

O estudo ainda revela que atualmente os nodes não são bons e penalizações por suas desonestidades não são vistas na rede. Dessa forma, sua função é baixa para que a rede seja saudável no cenário atual, com 21% desses servidores ainda rodando versões antigas do Bitcoin Core.

No caso do Ethereum, o estudo divulgado pelo Pentágono declarou que os contratos são muito reutilizados, sendo que 90% dos smart contracts tem relação com outros já criados anteriormente, o que poderia representar uma alta probabilidade de problemas e bugs.

Imutabilidade da rede pode ser quebrada, não pela criptografia

O estudo contratado pelo Pentágono ainda mostra que o Bitcoin pode ter vulnerabilidades na imutabilidade de sua rede, não pela sua criptografia, que foi considerada segura, mas sim pelas implementações, redes e protocolos que o cercam.

Pelo Twitter, a DARPA divulgou o estudo afirmando que as vulnerabilidades encontradas podem causar grandes impactos neste setor, ainda que essa informação seja de responsabilidade pelos autores do estudo.

Com décadas de experiência em tecnologia, a DARPA é reconhecida como o “cérebro do Pentágono”, cuja missão é manter protegidos os interesses dos EUA no setor militar.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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