A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Criptoabate. Os alvos são suspeitos de aplicar golpes de falsos investimentos, também conhecido como “abate de porco”, dentre outros crimes financeiros.
As investigações teriam começado após uma das vítimas, uma aposentada de 70 anos, perder mais de R$ 37 milhões no golpe. No total, a polícia identificou 140 possíveis vítimas da fraude.
Tais golpes se tornaram populares no Sudeste Asiático nos últimos anos, fazendo com que vários países, incluindo EUA e China, tomassem ações.
Golpistas ganhavam a confiança da vítima e então bloqueavam saques
Em suma, os golpes de “abate de porco” têm como objetivo ganhar a confiança das vítimas. Como exemplo, eles permitem que as vítimas saquem seus primeiros investimentos, fazendo com que elas depositem mais dinheiro nas próximas vezes.
Somado a isso, a Polícia Civil destaca que as vítimas eram adicionadas em grupos falsos, onde perfis fictícios dos golpistas eram usados para fazer a falsa plataforma passar como legítima.
Os investimentos apareciam em uma falsa plataforma de investimento que mostrava saldos fictícios.
Foi assim que uma aposentada de 70 anos do Rio Grande do Sul acabou depositando R$ 37 milhões ao longo de seis meses, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, para os golpistas.
Após tentar sacar seu dinheiro, os saques eram bloqueados e os golpistas exigiam novos depósitos apresentados como taxas, impostos ou valores necessários para a liberação do patrimônio, sugando até o último centavo das vítimas.
Após as investigações, as autoridades deflagraram a Operação Criptoabate nesta quinta-feira (13). No total, 10 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão foram emitidos contra 18 suspeitos.


Dentre os alvos estão donos de três instituições financeiras que faziam a conversão de reais para criptomoedas. Outros dois suspeitos seriam estrangeiros. Um dos presos seria um gerente de um grande banco nacional, suspeito de facilitar a abertura de contas para o grupo.
Falsa plataforma foi identificada como TDASX
A falsa plataforma de investimentos foi identificada como ‘TDASX’. No entanto, ela teria sido fechada logo após o início das investigações.
No Reclame Aqui, a TDASX acumula 246 reclamações, muitas delas relatando impossibilidade de saque dos valores.

Deste total, 225 reclamações foram registradas em 2024, auge do golpe.
Em 2025, um advogado enviou uma nota ao Livecoins alertando sobre o crescimento dos golpes de falsas corretoras de criptomoedas no Brasil. Na data, a TDASX aparecia como uma das suspeitas ao lado de outros nomes.
