Polícia Civil encontra Bitcoin em transações de traficantes e milícias

Organizações criminosas do Rio de Janeiro estariam usando a moeda para lavagem de dinheiro.

Bitcoin em cima de uma pilha de dólares
Bitcoin em cima de uma pilha de dólares

A polícia civil do Rio de Janeiro encontrou Bitcoin em transações financeiras de organizações criminosas (orcrims). A informação é de um jornalista do jornal O Globo.

Em meio a reformulação da Lei de Lavagem de dinheiro no Brasil, as criptomoedas entraram na discussão. A comissão ainda avalia como irá colocar a tecnologia na possível alteração da lei, que foi criada em 1998.

De acordo com o jornalista do O Globo, Ancelmo Gois, a Polícia Civil teria feito a descoberta recentemente. Entre as organizações criminosas, estariam traficantes e até milicianos do estado.

Ou seja, para esconder o dinheiro fruto da suposta prática criminosa, os criminosos estariam utilizando criptomoedas.

Apesar da associação entre orcrims e o Bitcoin, supostamente encontrada pela polícia civil do RJ, o crime financeiro de lavagem de dinheiro não é o principal problema do Brasil. A PC-RJ não comentou o caso publicamente até o fechamento desta matéria.

De acordo com um levantamento recente feito pela PwC, a média de lavagem de dinheiro no Brasil (14%) é superior a global (11%), apenas em 2020. Em 2018, por exemplo, a média global era de 9% e a do Brasil apenas 2%. Esses dados mostram que o crime cresceu no país, mas ainda é bem menor que os crimes de suborno e corrupção 41%.

Vale o destaque que as criptomoedas ainda são utilizadas em vários crimes financeiros, como as pirâmides, por exemplo. De acordo com uma nota da CVM recente, as pirâmides ainda são um dos principais crimes financeiros do país.

Contudo, a culpa não é da tecnologia, mas de quem a utiliza para finalidades obscuras. O Bitcoin, como dinheiro, é um meio e não o fim.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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