Polícia Civil prende pai que expôs filha no FaceCast

Durante o crime gravado pelo FaceCast, o pai preso pela Polícia Civil pediu que lhe fossem enviadas criptomoedas como pagamento por quem assistia a live que ele criou.

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Polícia faz operação contra fraude de criptomoedas
Polícia/Pixabay

Um morador de uma cidade do interior de Minas Gerais teria utilizado o aplicativo FaceCast para cometer um crime contra sua própria filha. Denunciado em uma delegacia, o homem foi identificado pela Polícia Civil de Goiás, que prendeu o suposto pai criminoso.

O crime foi gravado por uma usuária do aplicativo que assistiu as lives do homem. Ele estaria cometendo abusos sexuais contra sua própria filha, menor de idade.

“Os abusos sexuais foram filmados por uma usuária do mesmo aplicativo. A usuário, ao se deparar com aquelas cenas transmitidas na Live, não se omitiu e, em seguida, procurou a Delegacia de Crimes Cibernéticos goiana, onde entregou as filmagens. Desta forma, a equipe de policiais civis da DERCC de Goiás empreendeu diversas diligências e identificou o criminoso.”, afirmou a PC-GO em nota

A polícia civil de Goiás contou com apoio de Minas Gerais para prender o homem identificado nos vídeos. Não foram divulgados os nomes do pai e filha, mas ele teria 39 anos e ela apenas 6.

O crime que teria sido cometido publicamente no dia 3 de janeiro, só teve um desfecho na manhã da última terça-feira (26). Com ação da polícia civil, o homem foi preso e sua filha socorrida pelas autoridades.

“Internet não é terra sem lei”, afirmou Polícia Civil

Durante o crime gravado pelo FaceCast, o pai preso pela Polícia Civil pediu que lhe fossem enviadas criptomoedas como pagamento por quem assistia a live que ele criou. A polícia civil, contudo, não divulgou informações se algum pagamento foi feito ao homem.

Além disso, o FaceCast, aplicativo com sede nos Estados Unidos, pode ter ajudado a PC-GO na identificação do suspeito. De acordo com nota, a polícia civil afirma que a internet não é uma terra sem lei.

“Este trabalho demonstra que a internet não deve ser vista como terra sem lei, pois, mesmo que o aplicativo “FaceCast” tenha empresa sede localizada nos Estados Unidos, a Polícia Civil possui meios e contatos para buscar informações que possibilitem a identificação de criminosos, estejam onde estiverem.”, afirmou a polícia civil

Após a prisão, o celular e vários itens do suspeito foram apreendidos pela polícia civil. Um caderno da vítima, filha do homem preso, também foi apreendido e chamou a atenção das autoridades, com desenhos que retratavam o crime.

As investigações continuam contra o pai que teria abusado de sua filha, menor de idade. Se condenado, o homem pode pegar vários anos de prisão com base no Código Penal e Estatuto da Criança e Adolescente.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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