A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou uma ofensiva contra fraudes na quinta-feira (10). Os agentes executaram a ação batizada de Operação ClickFix para frear um grupo focado em crimes cibernéticos de alta complexidade.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apoiou a investida por vias do seu Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab).
As corporações de polícia do Rio Grande do Sul e de São Paulo também ajudaram na captura dos suspeitos ao longo do dia.
A equipe de investigação localizou e apreendeu um volume equivalente a R$ 8,7 milhões em criptomoedas. Esse saldo da economia digital estava em três carteiras de autocustódia sob o controle direto dos fraudadores alvos dos mandados.
Bens e criptomoedas confiscados e prisões de cibercriminosos
Os policiais recolheram outros bens físicos de alto valor financeiro com a finalidade de asfixiar o caixa do bando delituoso. As autoridades determinaram o sequestro judicial de R$ 6,5 milhões em imóveis de luxo e a apreensão de R$ 2,4 milhões em carros.
O somatório de todos os recursos retidos pelo Estado ultrapassa a barreira de R$ 17,7 milhões.
Detetives ordenaram o bloqueio de contas bancárias tradicionais com limite de até R$ 93 milhões para garantir o ressarcimento das perdas.
Varreduras judiciais expediram dezessete mandados de busca para recolhimento de provas materiais nas residências dos envolvidos nas fraudes. Os policiais civis cumpriram duas ordens de prisão contra os principais operadores das invasões aos terminais do governo.
Táticas de invasão e mensagens fraudulentas
O grupo invasor adotou a tática maliciosa tratada no jargão técnico da área de segurança como engano de cliques. Esses criminosos disparavam avisos de falsos erros na tela de sites comuns para assustar e induzir o cidadão a tomar atitudes precipitadas.
Pessoas inexperientes seguiam as instruções irregulares e instalavam códigos corrompidos nos computadores pessoais ou empresariais por puro desconhecimento.
Com essa abertura no sistema, os bandidos assumiam o controle das máquinas para roubar senhas e limpar os saldos das vítimas.
A quadrilha desenvolveu o hábito de enviar intimações falsas em nome de instituições policiais para dar aparência oficial aos golpes. O truque abriu portas para o acesso indevido a bancos de dados estatais e sistemas internos do Poder Judiciário.
Danos ao sistema financeiro e regras de prevenção
As quebras de segurança afetaram cadastros confidenciais de companhias atreladas à cadeia de suprimentos do mercado financeiro brasileiro.
Os ataques miraram com força as fornecedoras de infraestrutura de tecnologia para plataformas bancárias de terceiros.
Todo o volume de criptoativos confiscado das carteiras criminosas permanece sob a guarda oficial do poder público pelas vias legais.
A justiça definirá o destino do dinheiro recuperado após a conclusão de todas as etapas do inquérito instaurado pelos delegados estaduais.
