
Caso antigo voltou à tona nesta semana após movimentação de 500 bitcoins
Autoridades irlandesas revelaram nesta terça-feira (24) a apreensão de 500 bitcoins (R$ 187 milhões). As moedas pertenciam a Clifton Collins, preso em 2017 por tráfico de drogas.
Até então, esses bitcoins estavam considerados como perdidos.
O motivo é que o traficante teria escondido as senhas de sua carteira em um pedaço de papel que estava em um estojo de vara de pescar. Em 2024, descobriu-se que a polícia não conseguiu encontrar esse backup, levantando dúvidas se o equipamento de pesca havia sido roubado, jogado no lixo ou extraviado de outra forma.
Conforme os bitcoins de Clifton Collins estavam parados há mais de 10 anos, a movimentação dessas 500 moedas chamou rapidamente a atenção de empresas de análise on-chain.
A Arkham, por exemplo, destaca que o traficante comprou esses bitcoins entre 2011 e 2012, quando a criptomoeda valia poucos dólares, mas que acabou perdendo acesso às moedas após ser preso.
“Em 2017, ele foi preso e seus pertences foram enviados para um lixão pelo proprietário do imóvel. A polícia nunca recuperou a frase-semente”, escreveu a Arkham.
Embora a comunidade tenha levantado diversas hipóteses nos comentários, o Departamento de Bens Criminais da Irlanda (CAB, na sigla inglesa) já havia se pronunciado sobre o caso.
“O CAB, com apoio de seus parceiros no Centro Europeu de Cibercrime da Europol, confirmou a apreensão de aproximadamente € 30 milhões em criptomoedas.”
“O CAB, em colaboração com a Europol, obteve acesso e apreendeu uma carteira de criptomoedas contendo 500 bitcoins, que são produto de crime”, disseram as autoridades. “A Europol sediou reuniões operacionais em sua sede em Haia, nos Países Baixos, e forneceu apoio crítico aos investigadores e analistas do Bureau, oferecendo conhecimento técnico altamente complexo e recursos de descriptografia essenciais para o sucesso da operação.”
Dada a explicação, é possível interpretar que Collins também mantinha uma cópia do acesso dessas moedas em um dispositivo eletrônico, como em um computador, celular ou pendrive.
Apesar do sucesso da operação, a história dos bitcoins de Clifton Collins está longe de acabar. Isso porque o traficante ainda possui 5.500 bitcoins, avaliados em R$ 2 bilhões, em outros endereços.
No gráfico acima, outro destaque é a forte valorização dessas moedas ao longo dos últimos dez anos. Elas saíram de US$ 1,8 milhão para US$ 740 milhões no topo de outubro de 2025, uma disparada de 41.000%.
Por fim, o caso também ilustra a dificuldade em afirmar que certos bitcoins estão perdidos. Afinal, mesmo após anos de inatividade e relatos de perdas das chaves privadas, essas moedas voltaram ao mercado.
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