Polícia sul-coreana prende golpistas que operavam esquema de pirâmide baseada em criptomoedas

A maioria das vítimas do esquema "eram pessoas idosas na faixa dos 60 e 70 anos", disse o investigador.

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A policia sul-coreana prendeu responsáveis ​​por um esquema Ponzi baseado em criptomoedas que movimentou cerca de US $ 19 milhões. As autoridades do país usaram inteligência artificial para prender os suspeitos.

De acordo com o jornal Korea Joongang Daily o esquema focava pessoas idosas e àqueles com compreensão limitada às criptomoedas. Os responsáveis por operar o esquema montaram um site de compras exclusivo para membros, bem como uma corretora de criptomoedas.

Os participantes eram encorajados a recrutar outros para o esquema, assim como acontece em qualquer outra pirâmide, e como recompensa “ganhavam” a M-Coin, uma falsa criptomoeda criada pelos golpistas. O golpe estava sendo executado em cerca de 200 escritórios diferentes em Seul e em outros lugares.

A inteligência artificial foi a chave para rastrear os culpados, que ocultavam dados contábeis em um servidor corporativo.

Segundo Hong Nam-ki, chefe da equipe de investigação do Departamento de Polícia Judiciária Especial de Seul, “Através de palavras-chave pudemos ensinar os padrões dos esquemas Ponzi à Inteligência Artificial.[…]”.

Este é apenas mais um dos recentes golpes trazidos à luz no reino das criptomoedas. Mesmo que as criptomoedas estejam ganhando popularidade, os golpes ainda acontecem. Um outro golpe bem conhecido foi a OneCoin, na Bulgária. No Brasil, a empresa Unick.Forex atualmente é investigada pelo Ministério Público por suspeitas também de operar um esquema ponzi.

A Polícia de Seul disse que a M-Coin começou em maio de 2018 e, depois de seis meses, tinha mais de 200 escritórios de vendas, e ganhou cerca de US $ 19 milhões com as taxas de adesão e vendas da suposta criptomoeda. 

A maioria das vítimas do esquema “eram pessoas idosas na faixa dos 60 e 70 anos”, disse o investigador, Hong Nam-ki, a Joong Ang Daily

Hong também disse a Joong Ang Daily que, uma vez que a M-Coin percebeu que estava sendo investigada, ela começou a mover seu  fluxo de caixa e registros de membros em diferentes locais. Em um estágio, alega-se que as contas de M-Coin foram mantidas em um computador que estava escondido no porta-malas do carro de um funcionário.

O investigador Hong disse que depois que o Bureau recebeu uma dica, usou o software chamado “Artificial Intelligence Investigator” para pegar o caso.

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Mateus Nuneshttps://livecoins.com.br
Analista de Sistemas, entusiasta de criptomoedas e blockchain. Tradutor do site Bitcoin.org Sugestão de pauta: mateus@livecoins.com.br

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