Portugal prevê uso de criptomoedas e blockchain no setor bancário

Projeto financiado pela União Europeia busca reduzir custos de bancos e aumentar eficiência do setor.

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Um estudo na União Europeia, com foco em Portugal, prevê o uso das criptomoedas e da tecnologia blockchain no setor bancário. Iniciado em 2019, o projeto termina em junho de 2021.

Com o crescimento das startups pelo mundo, os reguladores correm contra o tempo para entender as nuances do setor. Algumas dessas empresas trabalham com finanças, chamadas então de fintechs.

Contudo, o setor das fintechs concorre diretamente com grandes instituições financeiras pelo mundo. Os bancos então pressionam por regulamentações, tanto de fintechs, quanto de criptomoedas, como o Bitcoin, por exemplo.

A União Europeia investe 2.5 € milhões em um projeto que prevê a regulamentação do setor.

Estudo com participação de Portugal prevê adoção e uso das criptomoedas, blockchain e Inteligência Artificial por bancos

O estudo promovido pelo INESC TEC em Portugal faz parte do chamado Horizonte 2020, conduzido pela União Europeia. Com a programação chegando ao final, previsto para junho de 2021, é esperado que os reguladores da Europa entendam melhor conceitos de inúmeras inovações.

Dentre elas, estariam as criptomoedas e a tecnologia blockchain que, de acordo com o INESC TEC de Portugal, são importantes para inovar o setor bancário. O estudo prevê que essas tecnologias, assim como a Inteligência Artificial e Big Data, possam ajudar na redução de custos bancários.

De acordo com uma professora da Faculdade de Economia do Porto (FEP), Paula Brito, até a CVM de Portugal estaria envolvida no projeto.

“Existe atualmente na Europa uma grande necessidade de melhorar a competitividade do setor FinTech, assente num enquadramento regulatório comum, que além de outros objetivos, crie condições para a inovação assente em análises de Big Data, IA e tecnologias blockchain e permita aos agentes económicos a medição correta e a gestão eficiente de riscos. O projeto assenta em duas áreas: a formação e o desenvolvimento de modelos de gestão de risco baseados em blockchain e IA. Em Portugal temos trabalhado com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), fornecendo formação para que seja possível aumentar a eficiência das atividades de supervisão utilizando estas tecnologias”, afirmou a professora da FEP.

Pagamentos com blockchain e criptomoedas são avaliados por estudo

Uma das avaliações do estudo ainda contempla os riscos associados a pagamentos com tecnologias blockchain e criptomoedas. Os modelos de gestão de riscos do estudo de Portugal utilizam IA e blockchain, com código aberto.

Para outro professor da FEP, Carlos Alves, o ensaio de Portugal sobre criptomoedas, blockchain e fintechs de modo geral, ajuda a CVM do país, o Banco Central de Portugal, entre outros órgãos públicos do país.

“O impacto deste projeto é transversal uma vez que os modelos de gestão de risco são igualmente úteis a todo o setor bancário e financeiro e entidades como a CMVM, o Banco de Portugal, ou a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões beneficiarão de soluções de gestão de risco partilhado que automatizem as soluções das Fintech e aumentem a eficiência das atividades de supervisão”, afirmou Carlos.

Participam deste estudo todos os 28 Estados-membros da União Europeia e Suíça, entre diversas entidades. Por fim, o projeto poderia ajudar em uma eventual adoção da tecnologia por bancos e fintechs, o que seria bom para melhorar a visão do velho continente sobre criptomoedas.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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