
Mês de março começa com alta (Foto/Reprodução)
O mercado de criptomoedas chega a este sábado (7) em compasso de espera, com o preço do Bitcoin (BTC) operando na casa de US$ 68.003, com uma queda de 2,93% nas últimas 24 horas. Dados do Mercado Cripto no Brasil mostram a cotação de R$ 358.825,43 média nas corretoras nacionais.
O cenário atual reflete o impacto direto da guerra no Irã e uma fase de realização de lucros após a volatilidade dos primeiros dias de março de 2026.
Isso porque, no fim de fevereiro a cotação mergulhou para a faixa de US$ 63 mil em meio ao pânico gerado pelos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.
A reversão de tendência nos primeiros dias de março, contudo, ocorreu na forma de um aperto de vendidos (short squeeze), com o preço empurrado de volta para a região de US$ 74 mil.
O fôlego de recuperação, entretanto, esbarrou em dados econômicos fracos no mercado americano e na saída de capital institucional.
O Índice de Força Relativa (RSI), métrica usada para medir a força das oscilações, aponta para um cenário sem extremos. O RSI de 14 períodos registra a marca de 46,22, o que traduz um viés claro de consolidação.
O indicador de 7 dias apresenta um valor semelhante, na casa de 48,37. A leitura técnica atesta o enfraquecimento do momento de curto prazo.
Assim, o rali de alívio pós-ataques no Irã já passou por uma correção e o mercado adota cautela, sem sinalizar sobrecompra ou sobrevenda de ativos.
A análise das médias móveis simples revela um mercado comprimido, mas ainda distante dos topos do passado. O preço segue colado na Média Móvel de 7 dias (US$ 68.784) e logo acima da Média Móvel de 30 dias (US$ 67.907), que atua como uma aproximação para a média de 50 períodos e sugere a construção de uma base de suporte curta.
A Média Móvel de 200 dias (MM200), no entanto, repousa muito acima da cotação atual, na faixa de US$ 95.895. Esse distanciamento sinaliza que o ciclo de alta que levou o Bitcoin para mais de 120 mil dólares em 2025 ainda não sofreu uma reversão completa.
O momento configura um mercado em recuperação dentro de um grande regime de correção estrutural.
O raio-x da liquidez traça limites claros para os operadores de mercado neste fim de semana. O uso das extensões de Fibonacci entre a mínima de US$ 60.074 e o topo de US$ 74.051 projeta as zonas de batalha de preços.
Do lado das resistências, o Bitcoin precisa romper a barreira imediata de US$ 68.712 (Fibo de 38,2%) e a zona de pivô de US$ 69.090. A superação da faixa psicológica entre 70 e 72 mil dólares é crucial para testar o topo. O rompimento desse teto abriria espaço para buscar as marcas de US$ 77,8 mil e US$ 82,6 mil.
Na parte inferior do gráfico, o primeiro suporte de compra fica em US$ 67.063 (Fibo de 50%). O piso mais forte de curto prazo reside na marca de US$ 65.414. A perda limpa desse patamar com volume alto favorece uma queda em direção às zonas de pânico de 63 e 60 mil dólares, testadas no ápice da tensão militar da semana anterior.
O volume de negócios do mercado ilustra o domínio absoluto da especulação alavancada. A razão entre o mercado à vista e os contratos perpétuos é de 0,22. Isso significa que para cada um dólar negociado na compra física da moeda, existem cerca de cinco dólares apostados em derivativos.
A alavancagem excessiva resultou na liquidação de 1,2 bilhão de dólares em contratos de Bitcoin nos últimos sete dias. O volume de contratos em aberto (open interest) recuou para 379 bilhões de dólares.
A taxa de financiamento (funding rate) levemente negativa sugere uma predominância de posições de venda com fins de proteção contra novos choques de guerra.
O fluxo dentro das corretoras também exige atenção do investidor. O mercado registrou uma saída atípica de quase 32 mil Bitcoins de uma grande exchange no dia 4 de março. No total semanal, cerca de 47.700 moedas deixaram as plataformas centralizadas.
O enxugamento da oferta imediata para venda contrasta com o fluxo instável dos fundos de índice (ETFs) e cria o ambiente perfeito para movimentos bruscos de preço dentro do canal de 65 a 72 mil dólares.
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