Preso pela PF após ostentar com Bitcoin, homem tem liberdade negada

Investigado por fraudes no auxílio emergencial no Brasil ostentava vida de luxo.

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Mãos com algema segurando Bitcoin polícia operação prisão
Mãos com algema segurando Bitcoin

Um homem preso pela Polícia Federal (PF) após ostentar compras de Bitcoin pela internet com dinheiro proveniente de fraudes no auxílio emergencial, teve sua liberdade negada pela justiça brasileira.

Tudo começou em abril de 2021, quando a polícia federal deflagrou duas operações em conjunto. Uma delas chamava Lotter, operação que investigava fraudes no auxílio emergencial contra 225 famílias com um rombo de R$ 135 mil.

A segunda operação deflagrada em 16 de abril de 2021 pela PF foi a Botter, após a identificação de fraudes na primeira rodada do auxílio emergencial em 2020. Essa investigação identificou que havia sido fraudado R$ 435 mil do programa do governo federal, de 170 auxílios emergenciais.

Os criminosos que praticaram os crimes acabaram sendo alvos de investigações pela PF, com a colaboração da Caixa Econômica Federal, MPF, Receita, entre outros mais, no âmbito da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE).

Homem preso pela PF na Operação Botter ostentava a compra de Bitcoin em redes sociais

Um dos alvos da operação Botter que foi preso em abril de 2021 pela PF era menor de idade quando praticou fraudes contra o auxílio emergencial no Brasil. Segundo apuração das autoridades, ele contou com ajuda de sua mãe para arrecadar de forma fraudulenta R$ 435 mil das contas do governo.

O dinheiro teria passado por contas em seu nome nas instituições Nubank e Mercado Pago, usadas para processar o dinheiro proveniente da fraude. Após isso, ele passou a exibir em redes sociais, com sua mãe, um estilo de vida luxuoso e incompatível com sua realidade financeira, chamando a atenção das autoridades.

Desde então, a Polícia Federal começou a fazer diligências para encontrar seu paradeiro, o que demandou uma enorme logística, visto que ele se mudava constantemente de endereço e utilizava documentos falsos.

“Também se obteve comprovação de que ele alugou residência em condomínio fechado na cidade de Paulínia/SP, pagando pelo total de 4 meses de aluguel (agosto a dezembro de 2020) o valor adiantado de R$ 18.000,00 em dinheiro. Há publicações dele próprio gabando-se de valores ‘investidos’ em BITCOINs.”

Após dar uma casa para a mãe e comprar bens de alto valor, tudo isso ostentado em redes sociais, ele teria declarado em seu perfil que “2021 termino com uma Porshe e um robozão“. Neste momento, a PF identificou que ele se preparava para aplicar novos golpes no auxílio emergencial em abril de 2021, o que levou o suspeito a ser alvo da operação Botter, resultando em sua prisão.

Ele é acusado na justiça de Crimes contra a Fé Pública, Uso de documento falso, Falsidade ideológica, Falsificação de documento público, entre outros. Nos últimos meses, ele chegou a pedir sua liberdade ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que acabou sendo negada.

Ao recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o suspeito novamente voltou a ter sua liberdade negada no último dia 10 de dezembro, com a publicação da decisão ocorrendo na última terça-feira (14).

Assim, a justiça manteve preso o jovem que ostentou compras de Bitcoin na internet acusado de fraudes no auxílio emergencial, mas não está claro se essas moedas foram apreendidas pela PF durante a operação Botter em abril.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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