Uma iniciativa pioneira em Minas Gerais promete revolucionar a rastreabilidade do café, com um novo convênio entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) e a empresa VMD Estratégia e Inovação, que formaliza o desenvolvimento do projeto Smart Coffee Flow.
Aprovado e publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira (29), o projeto usará tecnologias de ponta, como blockchain e inteligência artificial (IA), para criar um sistema de rastreamento completo e inteligente para a cadeia produtiva do café, garantindo mais transparência e valor ao produto mineiro.
A parceria estabelece um período de dois anos para a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
O objetivo de construir uma plataforma robusta pode beneficiar desde o produtor rural até o consumidor final.
Assim, a iniciativa ganha destaque por ser um dos primeiros projetos públicos a aplicar tecnologias de registro distribuído e IA para resolver um desafio complexo da agricultura brasileira.
Café com blockchain
O Smart Coffee Flow (que pode ser traduzido para Fluxo Inteligente de Café) não se limitará a um simples registro de dados. Isso porque, apesar das poucas informações ainda disponíveis, a proposta é a de criar um sistema inteligente que integre a IA para análises, enquanto o blockchain entra em cena para assegurar a imutabilidade e a segurança das informações.
Ou seja, cada etapa, desde o plantio e a colheita até o processamento e a distribuição, poderá ver um registro em uma rede descentralizada.
A abordagem resolve um problema histórico de confiança na cadeia de valor. Para os consumidores, a promessa é a capacidade de verificar a origem exata do café, a fazenda, as práticas de cultivo e até mesmo a data de torra, tudo isso escaneando um código QR. Desta forma, quem consome café poderá conhecer mais sobre o produto que chega em sua mesa.
Já para os produtores, a plataforma pode oferecer acesso a informações valiosas que ajudam a otimizar a produtividade e, principalmente, a comprovar a qualidade e a sustentabilidade de seu produto para o mercado global, que cada vez mais valoriza a procedência.
O Sul de Minas é uma das principais regiões cafeeiras do Brasil, é o local ideal para um projeto como esse.
Assim, o campus do IFSULDEMINAS, um polo reconhecido pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), oferece um ambiente acadêmico e técnico importante para o desenvolvimento da tecnologia.
Por fim, o convênio foi assinado por lideranças de ambas as instituições e pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento (FADEMA), demonstrando o alinhamento entre o setor público, a iniciativa privada e a academia.