Psiquiatra brasileiro alerta para sete sinais de vício em criptomoedas

Transtorno pode ser equiparado à obsessão por jogos de azar e uso excessivo de celulares. Além de problemas financeiros, a obsessão por criptomoedas pode causar prejuízos à saúde.

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Médico com moedas digitais entre as mãos Bitcoin vício em criptomoedas
Médico com moedas digitais entre as mãos Bitcoin

Um psiquiatra brasileiro identificou sete sinais de alerta que podem indicar o vício em criptomoedas. Com várias empresas dizendo ser possível obter rendimentos certos e aplicando golpes, muitos acreditam que as criptomoedas são apenas esquemas de enriquecer rápido.

Ganhando destaque nos últimos anos como opções de negociações e rendas alternativas, muitas pessoas foram conquistadas pela nova tecnologia digital descentralizada.

Ao operar por muito tempo, os traders podem sofrer com sua saúde mental e até desenvolver um transtorno patológico de compulsão ou dependência. Associações médicas já entendem que estes vícios são considerados “não químicos”, associados a meios tecnológicos, games, jogos de azar ou compras.

Segundo o psiquiatra e diretor técnico da Clínica Revitalis, Sérgio Rocha, o mercado de criptomoedas tem todos os elementos que permitem o desenvolvimento de dependências.

“O mercado de criptomoedas tem todos os elementos necessários para uma pessoa desenvolver uma dependência. A possibilidade de enriquecimento rápido promove fortes emoções e ativa a circuitaria cerebral ligada a reforço positivo. Para as pessoas vulneráveis pode ser um grande risco”.

O médico diz que, dadas as devidas proporções, a negociação de criptomoedas poderia ser até comparada com ciclos de apostas em casinos. A diferença das duas práticas é que no mercado financeiro e de criptomoedas esse vício se disfarça de um manto profissional.

Os sintomas e perdas das práticas então podem ser semelhantes a de qualquer outro dependente de substâncias ou comportamentos. Para saber se um trader já está obcecado com criptomoedas, é importante estar atento a pelo menos sete sinais.

1. Estreitamento de repertório pessoal;

2. Necessidade cada vez maior de interagir com o estímulo de escolha em detrimento de claras perdas em outras áreas da vida.

3. Troca de atividades, pessoas e crenças que antes eram muito valorizadas, pelo objeto da compulsão em questão;

4. Sensação de distanciamento de amigos e familiares;

5. Perda de concentração em atividades não relacionados à obsessão;

6. Aumento progressivo de investimentos em criptomoedas;

7. Súbitos pedidos de empréstimos ou apoio financeiro.

Psiquiatra acredita que hospitais já se preparam para internações relacionadas com a obsessão com o mercado de criptomoedas

Chama atenção no vício com criptomoedas para a realidade de hospitais e profissionais da saúde em todo mundo já se preparando para receber os obcecados com criptomoedas.

Neste sentido, o Doutor Sérgio Rocha alerta que as pessoas dependentes de jogos de azar, por exemplo, tentam mais o suicídio em comparação com outras dependências ou compulsão. Isso porque, muitos acumulam perdas e dívidas para manter a atividade, mas com a derrocada financeira acumulam o sentimento de impotência e vergonha.

Segundo uma análise do profissional, a obsessão pelo mercado de criptomoedas pode ser uma soma de ludopatia com nomofobia.

Segundo Rocha, em muito pouco tempo desenvolvemos uma enorme interação e relação de dependência com novas tecnologias para nos mantermos atualizados e socialmente ativos, migrando em massa para esse ambiente, ficando viciados em likes e visualizações.

“O efeito de estímulos ligados ao prazer, do reforço positivo resultado de reconhecimento social virtual também promove liberação de neurotransmissores e ativação de redes neurais específicas. Uma vez ativadas elas ajudaram a reforçar o desejo de interagir com o estímulo cada vez mais”.

Um estudo recente informou que entre traders de criptomoedas há psicopatas, sádicos, e outros perfis de pessoas preocupantes.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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