O rastreio de criptomoedas avança pelas delegacias da região Nordeste do Brasil, com a Polícia Civil do Estado de Alagoas (PCAL) que iniciou um programa de capacitação para treinar seus agentes no combate aos crimes financeiros na internet.
A Escola Superior de Polícia Civil e a Delegacia de Estelionatos lideram o Curso Básico de Investigação de Estelionatos Eletrônicos. A iniciativa busca atualizar as técnicas de apuração e padronizar o fluxo de trabalho das equipes em todo o território estadual.
A ação alinha os procedimentos das forças de segurança com as táticas de investigação adotadas por agências nacionais e estrangeiras. O treinamento reúne delegados, escrivães e agentes de polícia na linha de frente contra as fraudes financeiras.
A capacitação atende a uma demanda urgente de modernização por parte do Estado. O aumento expressivo dos crimes virtuais no país exige um preparo técnico aprofundado para desarticular quadrilhas estruturadas e sem fronteiras físicas.
Foco nas provas digitais e no rastreio de criptomoedas
O conteúdo das aulas abrange os temas cruciais da investigação cibernética moderna. O delegado Dalberth Pinheiro, titular da Delegacia de Estelionatos, destacou a inclusão do rastreamento de criptomoedas na grade de ensino da corporação.
Alguns criminosos podem utilizar as moedas digitais para tentar ocultar o patrimônio roubado das vítimas. Assim, o curso ensina os policiais a seguir o rastro do dinheiro nas blockchains e a identificar os responsáveis pelas carteiras virtuais ilícitas.
A preservação e a análise de provas digitais também ocupam um espaço central nos debates em sala de aula. Os instrutores ensinam táticas de inteligência cibernética e estratégias de cooperação entre diferentes instituições de segurança do país.
A chefe de cartório Thaisa Lima reforçou o peso da cadeia de custódia da prova digital. A coleta correta de evidências em computadores e aparelhos celulares garante a validade do material perante os juízes nos processos criminais.
Padronização de métodos nas delegacias
O combate ao cibercrime exige um roteiro de ações unificado em todos os distritos policiais. A delegada adjunta Michelly Ribeiro apontou o compartilhamento de informações como uma ferramenta vital para melhorar o desempenho de toda a corporação.
A difusão de conhecimento técnico evita falhas na fase de inquérito e protege a condução do processo. Os agentes de cidades do interior passam a aplicar os mesmos critérios de investigação adotados pelas equipes da capital do estado.
A coordenação do projeto de ensino fica sob a responsabilidade da agente Marlize Lopes e do delegado Rubens Martins. O quadro de professores conta com o chefe de operações Nilklebhertt Ribeiro e o agente Cristiano Oliveira nas disciplinas práticas.
