Real digital poderá ter “circuit breaker” e congelamento de saques

Caso moeda saia com travas, população não poderia sacar seu dinheiro sem limites.

Trava de operações em análise
Trava de operações em análise

O Real digital chamou atenção com novas informações reveladas sobre a futura moeda digital brasielira, que pode ter “circuit breaker” e até trava de saques. Dessa forma, acessar o próprio dinheiro poderia ficar limitado ao cumprimento das regras impostas pelo Banco Central do Brasil e bancos que intermediarem o dinheiro.

Atualmente, o projeto está em discussão e apenas as diretrizes da CBDC brasileira foram divulgadas a público, indicando o que deve ser feito pelo BC.

Dados mais técnicos do projeto e como ele será implementado ainda são uma incógnita para a população. É importante lembrar que nos últimos dias um representante do Bacen disse que a greve dos servidores da autarquia adiou os testes públicos da tecnologia para 2023.

Real digital poderá ter “circuit breaker” e trava para saques

No início da pandemia no Brasil, grande parte da população recorreu aos caixas eletrônicos para sacar dinheiro em espécie.

A prática chamada de entesouramento preocupou o banco central na ocasião, visto que não existem notas suficientes para que toda a população brasileira retire seu dinheiro dos bancos, que costumam trabalhar com reservas fracionárias, prática comum em moedas fiduciárias.

Com a nova moeda digital sendo planejada para chegar ao Brasil até 2024, a situação de corrida aos bancos não será mais uma preocupação. Isso porque, a moeda digital nacional, projeto de CBDC chamado Real digital, contará com travas para saques, segundo informações reveladas pelo Valor Econômico.

Assim, caso clientes de uma instituição bancária resolvam sacar todo seu dinheiro, eles seriam impedidos pelo próprio mecanismo definido pelo sistema financeiro.

Além disso, o Real digital poderia contar com um mecanismo de “circuit breaker”, que congelaria saques em uma instituição que já tivesse alcançado o limite de saques definido pelas regras. Assim, os clientes de bancos não conseguiriam mais sacar dinheiro físico, que continua a existir por alguns anos mesmo com a chegada da moeda digital.

O “circuit breaker” é conhecido por investidores da bolsa de valores, mecanismo ativado sempre que a cotação das principais ações cai muito rápido travando negociações dos acionistas. Normalmente, o uso de um circuit breaker não indica um bom momento no mercado de ações.

Real digital não é uma criptomoeda

Nos últimos dias, um deputado pediu para que o Ministro Paulo Guedes explique melhor o Real digital, que é um assunto de interesse público. Segundo o deputado, o ministro da Economia deve explicar até o porque essa tecnologia é mais segura que o bitcoin, uma moeda digital descentralizada que já existe há mais de 13 anos.

De qualquer forma, o Banco Central do Brasil tem deixado claro que o Real digital não é uma criptomoeda, nem um “criptoativo”, como eles costumam chamar projetos descentralizados. Dessa forma, todas as regras da moeda nacional em formato digital serão definidas pelo BC.

Entusiasta do bitcoin no Brasil, Fernando Ulrich pediu ajuda de deputados federais para que o projeto seja acompanhado de perto e, se possível o código do Real digital seja aberto.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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