EUA

Receita dos EUA denuncia 10 estrangeiros por manipulação no mercado de criptomoedas

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A Receita Federal dos EUA (IRS) denunciou dez estrangeiros no último dia 30 por esquemas de manipulação no mercado de criptomoedas com o objetivo de inflar preços e volumes de negociação artificialmente.

As empresas denunciadas, que atuavam como market makers, foram Gotbit, Vortex, Antier e Contrarian.

Embora esse trabalho seja legalizado, já que fornece liquidez ao mercado, as autoridades alegam que eles lucraram com as manipulações enquanto investidores desavisados saíram no prejuízo.

Mais de US$ 1 milhão em criptomoedas já foram apreendidas

Dentre os dez acusados, três foram presos em Singapura e então extraditados para os EUA, onde participaram da primeira audiência. Armando uma armadilha para os grupos, o FBI chegou a criar uma criptomoeda falsa para monitorar a atividade ilícita.

“As denúncias e prisões foram resultado de uma operação disfarçada do IRS-CI e do FBI voltada a combater o chamado wash trading ilícito no setor de criptomoedas”, aponta a Receita americana.

“Como parte da operação, o FBI criou vários tokens de criptomoedas.”

Segundo a denúncia, os suspeitos inflavam artificialmente o preço de criptomoedas pequenas, atraindo a atenção de outros investidores. Após isso, eles rapidamente despejavam suas moedas no mercado, derrubando o preço e ficando com os lucros.

Um cidadão de Taiwan, identificado como Antoine Tsao, foi preso em um aeroporto de Nova York em março de 2025 e declarou-se culpado em junho. Nemanja Popov, da Sérvia, também foi preso em um aeroporto, mas da Califórnia, e já foi sentenciado. Outro nome apresentado ligado à Gotbit é o de Ian Sofronov, um cidadão russo.

Da Vortex, outros três russos foram denunciados: Gleb Gora, Sergei Ryzhkov e Michael Vogel. Da Contrarian aparecem quatro indianos, Manu Singh, Kushagra Srivastava, Vasu Sharma e Sabby Singh.

Caso condenados, a pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão e US$ 250.000 em multa por cada violação.

“Até o momento, mais de US$ 1 milhão em criptomoedas foi apreendido.”

Embora corretoras descentralizadas tenham uma fiscalização muito menor do que as centralizadas, visto que não é necessário confirmar a identidade, por exemplo, o trabalho do FBI mostra como as autoridades americanas estão encontrando maneiras de punir criminosos.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK