A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira (25/08) a Operação Snooker 2, desdobramento de investigação que apura a atuação de organização criminosa envolvida em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
Por determinação da Justiça Federal, estão sendo cumpridos 3 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza/CE, Caucaia/CE, Eusébio/CE e Salvador/BA.
Além das medidas cautelares pessoais, a decisão judicial determinou providências patrimoniais destinadas a assegurar a efetividade da persecução penal, incluindo indisponibilidade de ativos financeiros, sequestro de imóveis, bloqueio de veículo de luxo e afastamento complementar de sigilo de dados bancários.
No decorrer das investigações, foram identificadas movimentações superiores a R$ 27 milhões entre empresas ligadas ao esquema, além da aquisição de aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, sem compatibilidade com as receitas formalmente declaradas.
Os investigadores também apontaram indícios de ocultação patrimonial e tentativas de dificultar o rastreamento de valores.
A Operação Snooker fase 1 ocorreu em setembro de 2025, conforme publicado pelo Livecoins na ocasião.
Primeira fase da Operação Snooker forneceu elementos para deflagração da nova operação
A atual fase da investigação decorre de novos elementos probatórios obtidos após a deflagração da Operação Snooker, realizada em setembro de 2025.
As apurações indicaram a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper a suposta continuidade das atividades ilícitas, preservar a instrução criminal e aprofundar a coleta de provas sobre a participação de outros investigados.
As diligências também buscam reunir evidências relacionadas à atuação de empresários e profissionais vinculados ao setor de importação que operam no Aeroporto Internacional de Fortaleza, bem como esclarecer movimentações financeiras supostamente utilizadas para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita.
Segundo as investigações, o grupo criminoso possuía divisão estruturada de tarefas e teria se utilizado de mecanismos sofisticados para viabilizar fraudes em operações de importação e movimentação financeira, dificultando a identificação da origem e do destino dos recursos investigados.
No âmbito das fases já deflagradas da investigação, ações penais foram propostas contra diversos investigados apontados como integrantes do esquema criminoso.
As medidas patrimoniais já adotadas resultaram na constrição de ativos financeiros e na apreensão de bens de elevado valor, reforçando a atuação integrada da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal na responsabilização dos investigados, na recuperação de ativos e na preservação da regular fiscalização aduaneira no Aeroporto Internacional de Fortaleza.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em em operações de importação.
