
Trezoitão lembra que no início a situação era pior (Foto/Redes sociais)
O mercado de criptomoedas frequentemente debate o risco de centralização do Bitcoin nas mãos de grandes corporações e bilionários, mas para o professor e entusiasta Renato Amoedo Trezoitão, a realidade da rede é exatamente a oposta.
Além de defender a atual descentralização do ativo, ele sugere que o passado da criptomoeda era muito mais concentrado do que o cenário atual.
Conforme apurado pelo Livecoins, a declaração foi dada em um programa divulgado nesta segunda-feira (23), no canal Rotina do Trezoitão no YouTube.
Durante o quadro “Trezoitão Responde”, o escritor do Bitcoin Red Pill leu uma longa carta de um internauta que questionava suas motivações, a venda de cursos e o suposto monopólio corporativo do Bitcoin.
Ao ser questionado se o Bitcoin não estaria caminhando para um “mercado ultra nichado” e sendo deturpado pela alta concentração em poucas empresas, Trezoitão rejeitou a tese imediatamente, convidando o público a olhar para a história da rede.
“Não, é o oposto. Em qualquer outra época do Bitcoin, havia muito mais concentração em uma pessoa só. Desde o início, o Satoshi Nakamoto tinha 1 milhão de bitcoins“, cravou.
Ele explicou que a mineração contínua e a entrada de novos investidores no mercado diluem o poder das grandes baleias originais a cada minuto.
“O Bitcoin é cada vez mais descentralizado em número de nós, em empreendimentos e também em holders. Isso é o oposto do que está acontecendo“.
Trezoitão também abordou o acúmulo massivo de bitcoins pela MicroStrategy. Ele destacou que classificar a reserva da empresa como uma “centralização em uma só pessoa” é um erro, visto que a companhia possui milhares de acionistas globais.
No entanto, fez um alerta ousado ao prever que os bitcoins de Michael Saylor serão, eventualmente, alvos de desapropriação pelo governo dos Estados Unidos, tornando o executivo um “herói” americano após o Estado assumir o controle do ativo com o pagamento da cotação do dia.
O internauta também questionou se Trezoitão não estaria “mercantilizando o milagre” ao vender cursos sobre a criptomoeda, argumentando que seria melhor para uma pessoa humilde pegar R$ 400 e comprar diretamente em Bitcoin, em vez de gastar em um treinamento de autocustódia.
A resposta do influenciador focou na segurança da rede. “Se você comprar R$ 400, R$ 4.000, R$ 40.000 ou R$ 400.000 em Bitcoin sem saber fazer autocustódia, você vai perder tudo“, alertou.
Trezoitão defendeu que pagar por educação técnica é adquirir uma habilidade para a vida toda, que inclusive pode ser monetizada prestando serviços a terceiros.
“Para quem tem só R$ 400, é bem mais importante ter network, educação real e uma habilidade útil que você vai levar pro resto da vida do que ter R$ 400 de Bitcoin“, afirmou, incentivando seus seguidores a estudarem para vender consultorias e operar P2P.
Conforme sua resposta, o brasileiro que recentemente se mudou para o Paraguai indicou que segue confiante na rede descentralizada e que o tempo diminuiu muito a concentração em poucos endereços.
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