Repressão global às criptomoedas pode estar chegando, alerta CEO da Kraken

Para Powell o problema com os EUA está no fato de que o governo tende a ficar sempre do lado dos bancos, o que pode acabar prejudicando o mercado dentro da jurisdição norte-americana, que é o setor mais importante para o Bitcoin e outras criptos.

Recentemente o Bitcoin e várias outras criptomoedas tiveram uma alta surpreendente, com muitas alcançando novas máximas históricas (como é o caso do Bitcoin e do Ethereum). Mas esse aumento de preço também pode trazer um maior interesse por parte dos órgãos reguladores no mundo todo.

Para Jesse Powell, CEO da Kraken, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, podemos esperar uma possível repressão governamental ao mercado de criptomoedas por parte de diferentes governos.

Durante uma entrevista para a CNBC, Powell falou sobre a possibilidade dos governos tentarem criar camadas para dificultar o uso das criptomoedas a partir de diferentes etapas “de segurança”.

Ele citou sobre a recente regra proposta pelo Governo dos EUA contra a lavagem de dinheiro e como ela pode prejudicar as pessoas que precisam do criptomercado. A regra citada é a nova proposta dos EUA de exigir que qualquer pessoa que possui criptomoedas em suas carteiras, precisam realizar processos de identificação pessoal (KYC) em transações acima de US $ 3 mil. A proposta ainda não foi aprovada, mas caso seja, para Powell, é o começo de uma possível repressão.

“Eu acredito que pode haver uma repressão ao criptomercado. Algo assim pode realmente abalar o mercado e meio que matar o seu caso de uso original, que era garantir serviços financeiros acessíveis para todos”

Para Powell o problema com os EUA está no fato de que o governo tende a ficar sempre do lado dos bancos, o que pode acabar prejudicando o mercado dentro da jurisdição norte-americana, que é o setor mais importante para o Bitcoin e outras criptos.

“Eu espero que o governo dos EUA e os reguladores internacionais não possuam uma visão estreita sobre isso. Alguns países, especialmente a China, estão levando as criptomoedas muito a sério e estão com uma visão de longo prazo.”

Narrativa de que o Bitcoin é usado para o crime perde a força

Recentemente autoridades como Janet Yellen, secretária do tesouro dos EUA, e Christine Lagarde, presidente do Banco Europeu, começaram a aumentar a “pressão” em cima da ideia de que o Bitcoin é uma moeda usada para casos ilícitos.

A partir desse argumento elas estão cobrando uma atitude regulatória mais forte por parte dos governos. No entanto, essa narrativa vem ganhando cada vez mais escrutinização, com muitos notando que o Bitcoin é muito mais usado para transações comuns.

Recentemente, até mesmo um ex-diretor da CIA desmentiu o vínculo do Bitcoin com atividades ilegais. Com isso, talvez até mesmo uma proibição do Bitcoin pode não ser tão efetiva assim.

“Eu acho que pode ser tarde demais. Talvez o gênio já saiu da lâmpada e tentar banir agora pode tornar tudo mais atrativo. Com certeza isso enviaria a mensagem de que o governo vê o Bitcoin como uma alternativa superior à sua própria moeda.”

Enquanto alguns parecem acreditar que a regulamentação pode acabar com o criptomercado, talvez realmente seja tarde demais.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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