Ripio, Mercado Bitcoin e outras corretoras pedem registro no Banco Central antes do prazo final no dia 30 de outubro

Corretoras internacionais e nacionais correm contra o prazo final para protocolar seus pedidos de funcionamento no Brasil

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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As corretoras brasileiras de criptomoedas, chamadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) de Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs), seguem solicitando o seu registro de funcionamento antes do prazo final que acaba no dia 30 de outubro.

Na terça-feira (27), outras duas corretoras que atuam no Brasil anunciaram seus pedidos, sendo a Ripio uma. A corretora com sede na Argentina chegou a pedir que clientes retirassem seus saldos da corretora até o dia 29 de outubro, mas indicou via redes sociais que o pedido foi apresentado.

A Ripio deu entrada no pedido de autorização no Banco Central do Brasil! Protocolamos o pedido para atuar como corretora de ativos virtuais, modalidade que reúne intermediação e custódia de criptomoedas, e também para operar no mercado de câmbio, ampliando nossa capacidade de oferecer serviços financeiros ligados a ativos digitais. – disse em suas redes sociais.

Já a corretora Mercado Bitcoin (MB) indicou que estava preparada para atender a regulação e continuar operando com seus 4,8 milhões de clientes investidores.

“Nesta terça-feira (27) protocolamos nosso pedido de autorização como corretora de ativos virtuais junto ao Banco Central do Brasil. Com 4,8 milhões de clientes e mais 13 anos de experiência no mercado, chegamos a este momento preparados para operar sob os mais altos padrões de governança, conformidade e segurança cibernética. Como destacou nosso CEO e Chairman, Roberto Dagnoni “A regulação reforça o que já fazemos há anos. Construímos uma operação sólida, preparada para atuar nesse novo ambiente regulatório.” – publicou o MB em nota ao mercado.

A regulação criada pelo Banco Central afastou várias corretoras do Brasil, que consideraram as medidas muito rígidas de serem implementadas no prazo.

Dentre as novidades, corretoras devem manter segregação patrimonial, patrimônio em caixa de milhões de reais, enviar relatórios com frequência ao regulador, e operar sob o estrito caminho traçado pelas regras.

Na segunda-feira (26), a Binance também havia pedido aprovação de suas operações. Corretoras como Bybit, OKX e outras grandes exchanges internacionais já encaminharam seus pedidos nas últimas semanas, mostrando que as grandes plataformas seguem atentas ao cenário regulatório nacional.

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