Robert Kiyosaki diz que não compraria ETFs de Bitcoin: “operam com reservas fracionárias”

Henrique HK
Henrique HK
Henrique acompanha o mercado de criptomoedas desde 2016 e já publicou mais de 5 mil matérias no Livecoins. É coautor da lista de palavras em português...
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Robert Kiyosaki, autor do livro ‘Pai Rico, Pai Pobre’, emitiu uma opinião polêmica no Twitter nesta quinta-feira (27) ao afirmar que não compraria ETFs de Bitcoin.

Explicando seu pensamento, o autor disse que esses ativos são “falsos” e por isso prefere comprar Bitcoin diretamente. Indo além, também afirmou que gestoras podem operar com reservas fracionárias, ou seja, vender bitcoins que não possuem.

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Embora Kiyosaki não aprove esse modelo, muitos outros investidores parecem confortáveis com isso. No momento desta redação, os ETFs americanos detém exatamente 864.835 bitcoins em suas carteiras, representando 4,1% de toda oferta de 21 milhões de unidades da criptomoeda.

Robert Kiyosaki critica ETFs de Bitcoin

Realizando uma sessão de perguntas e respostas consigo mesmo, Robert Kiyosaki falou sobre ETFs de Bitcoin nesta quinta-feira (27), desaprovando o envolvimento de Wall Street no setor.

“ETFs são ouro, prata ou Bitcoin falsos”, escreveu Kiyosaki. “Por exemplo, um ETF de ouro pode vender 1 onça de ouro 100 vezes ou mais através de um ETF.”

“É por isso que possuo ouro real, prata real e Bitcoin real, e os mantenho muito seguros, longe de bancos e banqueiros de Wall Street.”

Com mais de 250 mil visualizações, a postagem atraiu diversos comentários. A maioria dos seguidores concordou com sua posição, afirmando que a autocustódia é a melhor opção.

Mais neutros, outros destacaram que os ETFs não são de todo mal e servem para que pessoas com menos ligação com a tecnologia consigam exposição ao Bitcoin de forma prática.

Por fim, alguns criticaram o autor do livro ‘Pai Rico, Pai Pobre’, afirmando que as reservas das gestoras, ao menos no caso do Bitcoin, podem facilmente ser auditadas.

ETFs já detém mais de 1 milhão de bitcoins

Apesar da visão desconfiada de Robert Kiyosaki, o mercado não parece compartilhar do mesmo medo. Isso porque os ETFs já detém mais de 1 milhão de bitcoins em suas carteiras, sendo 864 mil bitcoins apenas nos EUA.

Gestoras americanas são responsáveis pelos maiores ETFs de Bitcoin do mundo, mas produto começa a se espalhar por outros países. Fonte: Bitcoin Treasuries.
Gestoras americanas são responsáveis pelos maiores ETFs de Bitcoin do mundo, mas produto começa a se espalhar por outros países. Fonte: Bitcoin Treasuries.

No início do ano, esse número era de 771 mil bitcoins. Portanto, os ETFs tiveram um crescimento de mais de 30% nos últimos seis meses. Além disso, diversos outros países como Hong Kong, Austrália e Tailândia entraram nessa corrida.

De qualquer forma, o lado positivo é que cada investidor pode escolher a melhor opção para si, onde se sente mais seguro para aproveitar a oportunidade de se expôr a um ativo singular. No caso de Robert Kiyosaki, obviamente os ETFs não são a melhor escolha.

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