Fundo de investimento que apostou em Bitcoin tem R$ 3.4 bilhões de lucro

Para o CEO da empresa, o cenário atual está bem perigoso e por isso as alternativas digitais estão se tornando cada vez mais interessantes.

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Durante o final de 2020 a empresa Ruffer Investment Company decidiu alocar 2.5% do capital que ela administra em Bitcoin. Na época, a empresa administrava cerca de US$ 20.3 bilhões e alocou US$ 25 milhões em Bitcoin através da sua Multi Strategies Fund. Agora, poucos meses depois, a Ruffer vendeu parte dos bitcoins para realizar um lucro de mais de US$ 650 milhões, cerca de R$ 3,4 bilhões.

De acordo com o jornal Inglês The Telegraph, a Ruffer vendeu parte dos Bitcoins alocados justamente por causa da recente alta que garantiu uma grande oportunidade de lucros. Mas isso não quer dizer que a companhia pretende realizar um despejo no mercado, pois ela afirmou que ainda mantém uma posição positiva no mercado de Bitcoin, ainda mantendo parte do valor alocado.

Em entrevista ao The Telegraph, o diretor de investimentos da Ruffer, Duncan MacInnes, disse que a companhia retirou apenas o investimento inicial, mantendo o lucro ainda alocado, que continua rendendo.

“Nós estamos surpresos sobre o quão bem o investimento se saiu e o quão rápido foi. Nós não esperávamos fogos de artifícios imediatos. Nós ainda temos por volta de US$ 700 milhões sobrando e atualmente estamos com cerca de US$ 750 milhões no total.”

Antiga cética em relação ao Bitcoin

Ainda de acordo com MacInnes, a empresa estava de olho no preço do Bitcoin por algum tempo, pelo menos desde 2017. Segundo o site, a Ruffer estava muito cética em relação ao Bitcoin após os acontecimentos de 2017/2018, um período bem volátil para a moeda digital. Mas durante 2020, notou que houve uma mudança no cenário financeiro, com “o Bitcoin surgindo como uma alternativa de reserva de valor.”

Para MacIness, o cenário atual está bem perigoso e por isso as alternativas digitais estão se tornando cada vez mais interessantes.

“Nós estamos vendo juros negativos e títulos de dívidas em todo lugar. Nós estamos vendo uma guerra do dinheiro ganhando força em meio a pandemia. Ao mesmo tempo, tudo está se tornando digital, nossas vidas são mais digitais do que eram a um ano atrás”, acrescentou MacIness.

De acordo com um relatório anual liberado pela Ruffer, a empresa disse que a exposição à bitcoins não veio apenas da compra e alocação direta, mas também através de ações da MicroStrategy e da Galaxy Digital, empresas que recentemente passaram a ser um dos principais líderes na adoção institucional do Bitcoin.

Com mais notícias assim, fica claro o aumento de interesse (e dos motivos para esse interesse) por parte das instituições, que aos poucos podem aquecer ainda mais o criptomercado.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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