Nintendo tira jogo de circulação por suspeita de mineração de criptomoedas

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Neste final de semana o pânico tomou conta de muitos proprietários do console Nintendo Switch. O motivo foi a circulação de rumores que o jogo Cooking Mama: Coockstar, possuía um malware de criptojacking em sua configuração.

Isso fazia o console superaquecer e acabava por prejudicar seu funcionamento. A distribuidora do game negou que o boato fosse verdadeiro, mas a empresa responsável pelo videogame retirou o produto do catálogo de vendas.

Os desenvolvedores do game usaram o perfil oficial da produtora no Twitter para contestar as acusações.

A justificativa dos responsáveis pela obra, a Planet Entertainment, alegou que a empresa utiliza a tecnologia blockchain e tokens de criptomoeda para seu trabalho.

No entanto, não foi responsável por nenhuma medida que colocasse em risco os jogadores de seu produto.

Tudo começou quando um post no Reddit foi escrito no final de semana, alegando que o game Cooking Mama: Coockstar estava minerando criptomoedas enquanto as pessoas jogavam o game.

A partir deste depoimento, muitas pessoas começaram a afirmar que após rodar o jogo o Nintendo Switch estava esquentando bastante, e ficando sem bateria muito rápido.

Horas depois desta sequência de reclamações, o produto foi tirado do catálogo da Nintendo. Os posts foram apagados em seguida.

Cuidados com relação a prática de criptojacking

Este tipo de malware, quando acionado em algum produto ou site, começa a executar a mineração de criptomoedas de maneira secreta. Isso acontece independentemente das medidas tomadas pela pessoa que o acionou, o que torna este um assunto bastante importante de ser discutido dentro do criptomercado.

Existem diversas versões deste tipo de aplicativo, desde mais rudimentares até mais sofisticadas, que ocupam sistemas sorrateiramente.

Levando em conta a popularidade dos consoles de videogames, não é difícil entender porque esta história ganhou destaque.

Verdade ou não, o criptojacking trata-se de uma prática difícil de controlar e proibir, o que faz com que muitas pessoas reivindiquem sua legalidade.

Para muitos a solução está em conteúdo restrito para pessoas em troca de mineração limitada.

Se este procedimento fosse de fato adotado, isto poderia funcionar eficientemente em consoles de videogames.

Mesmo assim, essa é uma questão que não deve ser resolvida em breve. Por isso, a melhor alternativa para coibir o criptojacking é estar em constante vigilância e promover medidas que protejam as pessoas desta prática.

Neste sentido, mesmo que o boato sobre o game não proceda, a atitude da Nintendo foi bastante acertada.

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Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".
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