Russos lideram crimes com criptomoedas, aponta Chainalysis

A Chainalysis também afirma que possui grande certeza de que 36,4% dos ataques tenham ligação com a Rússia devido a características destes ransonwares, bem como por conta do idioma utilizado em anúncios.

Moedas de Bitcoin e notas de rublos.
Moedas de Bitcoin e notas de rublos.

O último relatório da Chainalysis, empresa que monitora transações de criptomoedas, afirmou que grande parte de crimes cibernéticos possuem alguma relação com criminosos russos.

Como destaque, a empresa aponta que 73% da receita de ransonwares — um tipo de vírus que sequestra o computador da vítima — possuem alguma ligação com entidades da Rússia.

Indo além, a Chainalysis também nota que o valor recebido por prestadores de serviços financeiros em Moscou registrou um recebimento de 1,2 bilhão de dólares (R$ 6,22 bi) apenas no segundo semestre de 2021 e que parte dele está diretamente ligado a atividades criminosas.

Ransonwares russos

Explicando sua técnica, a Chainalysis nota que hoje a Rússia possui alguns dos hackers mais habilidosos do mundo. A partir disso, faz menção a Evil Corp, grupo de cibercriminosos baseado na Rússia, responsável por cerca de 10% dos ataques com ransonware no mundo.

Também cita a Comunidade de Estados Independentes (CIS), formada por países que pertenciam à União Soviética e falam russo. Estes são responsáveis por 26,4% dos ransonwares.

Por fim, a Chainalysis também afirma que possui grande certeza de que 36,4% dos ataques tenham ligação com a Rússia devido a características destes ransonwares, bem como por conta do idioma utilizado em anúncios.

Lucros com ataques de ransonware em 2021. Fonte: Chainalysis

Desta forma, a empresa de segurança afirma que cerca de 73% dos ataques de ransonware tem alguma ligação com russos. Marcando apenas 27,4% deles como “não tendo indicação de ligação com a Rússia.”

Lavagem de dinheiro em Moscou

Em relação à lavagem de dinheiro, cujos ransonwares representam apenas 5,5% do total, a Chainalysis aponta que serviços financeiros localizados na cidade de Moscou são um ponto em comum entre criminosos.

Em números, a empresa aponta que 1,2 bilhão de dólares (R$ 6,6 bi) foram enviados a tais serviços financeiros apenas no segundo trimestre do último ano.

Valor recebido por serviços de criptomoedas de Moscou. Fonte: Chainalysis

Entretanto, a Chainalysis afirma que apenas 700 milhões de dólares (R$ 3,6 bi), em todo período mostrado, estão ligados a endereços usados por atividades ilegais.

A maior parcela dos crimes é composta por golpes, que podem ser diversos, seguido por transações de mercados da darknet, com percentual semelhante.

Criptomoedas ligadas a crimes enviadas para serviços em Moscow entre 2019 e 2021. Fonte: Chainalysis

Finalizando, uma menor parcela, de cerca de 11%, está ligada a outros crimes como ransonwares, citados acima, fraude em compras e outros.

Por fim, podemos citar que a Rússia está progredindo na regulamentação das criptomoedas. Portanto, pode ser que tal atitude force tais empresas a trabalharem com políticas mais pesadas, dificultando a vida dos criminosos do país.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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