“Satoshi Nakamoto desapareceu sem lucrar nada”, diz Michael Saylor

Personagem histórico da moeda que sumiu sem deixar vestígios, embora tenha deixado uma pilha de BTCs intactos.

Imagem de Dorian Nakamoto, que foi suspeito de ser Satoshi
Imagem de Dorian Nakamoto, que foi suspeito de ser Satoshi

Segundo um bilionário fã do bitcoin como moeda e reserva de valor, Satoshi Nakamoto ao criar a criptomoeda não lucrou nada. A fala mostra um caráter diferente do criador da principal criptomoeda para com outros, especialmente as mais centralizadas.

Nos últimos anos, mais de mil criptomoedas surgiram no mercado e chamaram atenção para suas tecnologias, que afirmaram ser superiores a do bitcoin como moeda, ou mesmo com protocolo.

Uma que se propõe a ser uma melhor moeda é a Dogecoin, que conta com ajuda de Elon Musk para isso. Já o Ethereum acredita que pode construir um protocolo melhor que o Bitcoin, que dê acesso a contratos inteligentes e aplicativos descentralizados.

Mesmo assim, Vitalik Buterin declarou não ser mais um bilionário com a queda do mercado, indicando que ele lucrou com sua criação nos últimos anos.

“A moeda sem CEO”: bilionário acredita que Satoshi Nakamoto não lucrou nada ao criar o bitcoin

Quando o bitcoin foi criado, em janeiro de 2009, as primeiras pessoas que se envolveram com o projeto foram entusiastas cypherpunks, que gostariam de ver uma moeda digital funcionar no mundo sem controle estatal ou de empresas.

Assim, Satoshi Nakamoto minerou o primeiro bloco da moeda e vários outros no início do projeto, visto que no início não se existia uma indústria de mineração de bitcoin como atualmente se consolidou.

De qualquer forma, muitas dessas moedas mineradas acabaram parando em endereços que até hoje estão com seus saldos intactos, ou seja, nunca foram movidos. E em 2010, quando uma comunidade bitcoin foi criada, Satoshi Nakamoto desapareceu para sempre.

E o bilionário Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, usou isso para explicar o Bitcoin Pizza Day, que ocorreu no último domingo (22). Segundo ele, foram 504 dias de trabalho voluntário até que Satoshi viu 10.000 BTCs pagarem por 2 pizzas, meses antes de seu sumiço.

“Em 3 de janeiro de 2009 nasceu Bitcoin, operando sem valor econômico por 504 dias até 22 de maio de 2010 (“Pizza Day”) quando duas pizzas foram negociadas por 10.000 BTC. Satoshi desapareceu em 13 de dezembro de 2010 sem lucrar de forma alguma, completando o lançamento ético do primeiro dinheiro digital do mundo.”

Dessa forma, o bitcoin seria uma espécie de moeda sem CEO, ou ainda, sem nenhuma entidade que a controle, sendo a única descentralizada de fato.

O exemplo de Satoshi?

Quando o bitcoin é alvo de crítica por donos de projetos centralizados, é comum que muitos indiquem que a tecnologia da primeira moeda já foi superada.

Assim, esquemas que prometem ser o “bitcoin 2.0”, ou moedas que já nascem com pré-mineração, mostram na largada que o interesse não é superar o bitcoin, mas apenas enriquecer o dono e seus afiliados.

Dessa forma, o exemplo que Satoshi Nakamoto deu, e segue dando ainda hoje, é que ao se falar em moeda descentralizada para a internet, é preciso trabalho sério e transparência, sem que o lucro seja a principal razão da criação.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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