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Serra Leoa teve a primeira eleição do mundo baseada em blockchain

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Serra Leoa Eleições

UPDATE [21/03/2018]: Serra Leona Não utilizou blockchain nas eleições.

No dia 7 de março, a eleição na Serra Leoa fez um marco global: as primeiras eleições presidenciais do mundo com blockchain.

A falta de transparência e confiabilidade é assunto de muitas eleições em todo mundo, principalmente em alguns países africanos onde as eleições levantam suspeitas que os partidos manipulam os resultados a favor de algum candidato. Essas suspeitas permanecem mesmo quando existem poucas evidências de manipulação. O mesmo acontece no Brasil com acusações na últimas eleições presidenciais e recentemente nos EUA, com o candidato Donald Trump. Um sistema mais transparente poderia ajudar a restaurar a confiança.

Serra Leoa Bandeira

No Distrito Ocidental da Serra Leoa, o mais populoso do país, os votos foram registrados manualmente pela Agora, uma fundação suíça que oferece soluções de votação digital usando uma blockchain aprovada. A ideia era simples: assim como a tecnologia blockchain ajuda a garantir a transparência com as transações de criptomoedas usando os registros públicos, com o registro de cada voto na blockchain a Agora garantiu a transparência com os votos realizados no distrito. Os votos registrados na blockchain podiam ser visualizados por todos, mas só eram validados por pessoas autorizadas.

Os eleitores tiveram que escolher entre 16 candidatos, incluindo Samura Kamara, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, e Julius Maada Bio, chefe de estado militar e candidato do principal partido da oposição.

Leonardo Gammar, CEO da Agora, diz que a Serra Leoa estava “aberta” a discussão do potencial da blockchain em suas eleições depois que começaram a negociar no final do ano passado.

Se conseguimos fazê-lo na Serra Leoa, podemos fazê-lo em qualquer lugar

O grande desafio da Agora é implantar soluções para automatizar todo o processo eleitoral com cidadãos que votam eletronicamente usando biometria e chaves criptografadas personalizadas e validadas por blockchain. Gammar espera que a Agora possa reproduzir seu trabalho em outras eleições em uma escala maior, mas admite que isso exigirá a compreensão dos diferentes desafios que cada país enfrenta.

Gammar disse que a votação eletrônica com blockchain será mais barata para os países africanos, pois reduz o custo de impressão das eleições baseadas em papel.

Gammar confia encontrar soluções para problemas locais. “Se os telefones não estiverem disponíveis, você pode pedir emprestado. Se você é cego, podemos fazer o seu telefone falar com você. Se você não lê, podemos colocar imagens “.

Fonte: QZ.COM

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