STF decide que prisão do ‘Sheik dos Bitcoins’ é legal e indica que ele zombou da justiça brasileira
23/03/2026 10:52 10:52
Nova petição negada no supremo (Nunes Marques Foto: Gustavo Moreno/STF)
Share
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Francisley Valdevino da Silva, o golpista que ficou nacionalmente conhecido como o “Sheik dos Bitcoins“.
Em decisão assinada pelo ministro Nunes Marques, a Suprema Corte rejeitou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa, que tentava a todo custo revogar a segregação cautelar do acusado.
A defesa do Sheik recorreu ao STF após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negar a liberdade do paciente.
Francisley foi o principal alvo da “Operação Poyais“, instaurada pela Polícia Federal para apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a economia popular, organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato.
Sheik dos bitcoins tem novo pedido negado de habeas corpus (Reprodução).
Zombaria com a Justiça e novos golpes
O documento do STF expõe como o golpista ignorou as ordens judiciais e continuou sua empreitada criminosa.
Inicialmente, Francisley havia sido beneficiado com medidas cautelares diversas da prisão. Entre as regras impostas, ele estava terminantemente proibido de manter contato com outros investigados e de atuar profissionalmente no mercado de compra, venda e especulação de criptoativos.
No entanto, as investigações comprovaram o descumprimento flagrante dessas medidas. As autoridades descobriram que, mesmo após a deflagração da Operação Poyais, o Sheik dos Bitcoins criou uma nova plataforma chamada “APOLON” para operar no ramo de marketing multinível.
Seguindo o mesmo modus operandi fraudulento, ele desenvolveu uma nova holding de empresas batizada de “RHIUS”, terceirizando seu conhecimento para novos parceiros comerciais.
A ousadia da organização criminosa impressionou as autoridades. O STF destacou que Francisley realizava encontros quase diários em sua própria residência com o desenvolvedor gráfico das plataformas de fraude e com a responsável pela movimentação de valores e área financeira do esquema.
Decisão do STF indica risco à ordem pública
Diante das fartas provas de que o golpista não parou de delinquir, o ministro Nunes Marques foi categórico ao afirmar que não existe qualquer ilegalidade na sua prisão preventiva.
A decisão ressalta que a restrição de liberdade do paciente está devidamente fundamentada na persistência das razões que ensejaram a sua decretação.
O magistrado enfatizou que a custódia cautelar é extremamente necessária para garantir a ordem pública e a ordem econômica.
A decisão do STF pontua que a interrupção das atividades da organização criminosa e a fundada probabilidade de reiteração delitiva por parte do acusado são motivos idôneos e suficientes para mantê-lo atrás das grades.
“Em face do exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus“, concluiu o ministro Nunes Marques, selando a permanência do Sheik dos Bitcoins na cadeia.
Ganhe R$ 50 em Bitcoin direto na sua conta. Abra sua conta na Mynt e receba o cashback. Use o cupom:LIVE50 Mynt.com.br Siga o Livecoins no Google News. Curta no Facebook, Twitter e Instagram.
Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
Comentários