STF

STF decide que prisão do ‘Sheik dos Bitcoins’ é legal e indica que ele zombou da justiça brasileira

Compartilhar

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Francisley Valdevino da Silva, o golpista que ficou nacionalmente conhecido como o “Sheik dos Bitcoins“.

Em decisão assinada pelo ministro Nunes Marques, a Suprema Corte rejeitou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa, que tentava a todo custo revogar a segregação cautelar do acusado.

A defesa do Sheik recorreu ao STF após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negar a liberdade do paciente.

Francisley foi o principal alvo da “Operação Poyais“, instaurada pela Polícia Federal para apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a economia popular, organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato.

Sheik dos bitcoins tem novo pedido negado de habeas corpus (Reprodução).

Zombaria com a Justiça e novos golpes

O documento do STF expõe como o golpista ignorou as ordens judiciais e continuou sua empreitada criminosa.

Inicialmente, Francisley havia sido beneficiado com medidas cautelares diversas da prisão. Entre as regras impostas, ele estava terminantemente proibido de manter contato com outros investigados e de atuar profissionalmente no mercado de compra, venda e especulação de criptoativos.

No entanto, as investigações comprovaram o descumprimento flagrante dessas medidas. As autoridades descobriram que, mesmo após a deflagração da Operação Poyais, o Sheik dos Bitcoins criou uma nova plataforma chamada “APOLON” para operar no ramo de marketing multinível.

Seguindo o mesmo modus operandi fraudulento, ele desenvolveu uma nova holding de empresas batizada de “RHIUS”, terceirizando seu conhecimento para novos parceiros comerciais.

A ousadia da organização criminosa impressionou as autoridades. O STF destacou que Francisley realizava encontros quase diários em sua própria residência com o desenvolvedor gráfico das plataformas de fraude e com a responsável pela movimentação de valores e área financeira do esquema.

Decisão do STF indica risco à ordem pública

Diante das fartas provas de que o golpista não parou de delinquir, o ministro Nunes Marques foi categórico ao afirmar que não existe qualquer ilegalidade na sua prisão preventiva.

A decisão ressalta que a restrição de liberdade do paciente está devidamente fundamentada na persistência das razões que ensejaram a sua decretação.

O magistrado enfatizou que a custódia cautelar é extremamente necessária para garantir a ordem pública e a ordem econômica.

A decisão do STF pontua que a interrupção das atividades da organização criminosa e a fundada probabilidade de reiteração delitiva por parte do acusado são motivos idôneos e suficientes para mantê-lo atrás das grades.

Em face do exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus“, concluiu o ministro Nunes Marques, selando a permanência do Sheik dos Bitcoins na cadeia.

Ganhe R$ 50 em Bitcoin direto na sua conta. Abra sua conta na Mynt e receba o cashback. Use o cupom:LIVE50 Mynt.com.br
Siga o Livecoins no Google News.
Curta no Facebook, TwitterInstagram.
Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

Autor:
Bruno Costa