A realidade da tecnologia Blockchain está sendo aplicada aqui no Brasil. A tecnologia que é um banco de dados global distribuído capaz de rodar em milhões de dispositivos vem ganhando destaque no trânsito e na mobilidade urbana.

Ela tem se tornado pauta frequente em segmentos, tendo destaque no meio da logística fornecida pelo transporte público, visto que representa algumas possibilidades quando se trata de melhorar o trânsito urbano e suas manifestações físicas e digitais.

Blockchain no transporte público

Sabemos que qualquer ajuda e melhoria é sempre bem-vinda na área de transporte público, que é um local onde há espaço para melhorias a curto prazo, e que pode ser favorecido com à tecnologia Blockchain.

As sociedades estão caminhando para a eficiência e sustentabilidade, o que significa abraçar o transporte público, e existem várias maneiras pelas quais a tecnologia Blockchain ajudará na disseminação do transporte público.

Ela poderá proteger frotas de bicicletas alugadas, ajudar a coordenar o compartilhamento de caronas, assim contribuindo para a melhoria desses serviços.

Exemplo no Brasil

E o Brasil foi um dos pioneiros do uso da tecnologia Blockchain no transporte público! É que Teresina, capital do Piauí aplicará a tecnologia na gestão dos transportes públicos do município. O projeto inovador é denominado “Mobility Observatory: blockchain para a co-gestão de transporte público”.

O objetivo é aumentar a transparência, ou seja, armazenando registros como pedidos, transações, relatórios de viagens e ordens de serviço na Blockchain, todos totalmente acessíveis ao público.

Os dados serão permanentemente armazenados no Blockchain e não podem ser alterados ou modificados sem que as alterações sejam rastreadas.

Como será utilizada?

Está sendo desenvolvido pelo Município de Teresina através da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) e da Agenda 2030.

Possui parceria com a Autoridade Municipal de Transporte e Trânsito e a Organização dos Estados (OEA), por meio de sua Escola Aberta Governo e a Fundação Hyperledger.

O projeto recebeu um investimento de 300.000 € de vários programas de financiamento, incluindo a União Europeia.

Dessa forma, os dados armazenados na Blockchain permaneceriam permanentemente concedendo alta transparência para facilitar o acesso ao público, como informações referentes ao transporte coletivo urbano.

Portanto, ordens de trabalho, relatórios das viagens e registros similares estarão armazenados nesta cadeia virtual, o que também contribuirá para o desenvolvimento da cidade. Maior transparência e eficácia do transporte público!

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Angélica Weise é jornalista formada pela Unisc, com mestrado pela UFSM. Escreve sobre os mais diversos assuntos, e claro, sobre criptomoedas. E-mail: [email protected] Angélica Weise é jornalista e escritora. Nasceu em Agudo (RS), mora na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul (RS), em 23 de abril de 1989. Formou-se em Jornalismo em 2012 na Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC/RS. Fez intercâmbio na Itália e uma especialização em Mídias na Educação na Fundação Universidade Federal, FURGH/RS; além de se preparar para seleção de mestrado em 2014. Começou a trajetória no jornalismo em 2013. Trabalha como jornalista freelancer independente e escreve para os diversos mídias, entre elas, internet (portais e sites) e revistas, sobre sustentabilidade, vida saudável, literatura., Bitcoin e blockchain. Em 2013 lançou o primeiro livro pela editora Multifoco: Jornalismo Literário: uma análise das reportagens de José Hamilton Ribeiro publicadas na Revista Realidade. O livro é fonte de pesquisa para estudantes, pesquisadores e jornalistas.