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Tesouro do Rio Grande do Sul firma parceria focada em Web3 e blockchain no South Summit

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O Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul anunciou um novo acordo de cooperação para explorar as tecnologias Web3 e blockchain nas finanças públicas. A oficialização da parceria com o Instituto de Colaboração em Blockchain (iCoLab) ocorreu na quarta-feira (25) durante o evento global de inovação South Summit Brazil no Cais Mauá em Porto Alegre.

O objetivo principal da aliança envolve a capacitação de servidores e a pesquisa aplicada para modernizar a gestão estadual.

A iniciativa integra o Programa de Inovação do Tesouro. A meta governamental foca em testes de ferramentas de fronteira tecnológica para aprimorar a transparência e a eficiência do estado.

Sandra Heck que atua como diretora e cofundadora do iCoLab mediou o painel de apresentação do projeto.

Ao final do encontro a equipe disponibilizou um código QR aos presentes. A intenção da medida buscou ampliar o diálogo e fomentar novas integrações com o ecossistema tecnológico brasileiro.

Inteligência artificial e notas fiscais geram economia milionária

Além da imersão no universo da rede blockchain os representantes da subsecretaria da Fazenda debateram o uso de inteligência artificial generativa nas licitações.

O projeto Melhorias na Precificação com base na Nota Fiscal Eletrônica já apresenta resultados expressivos para os cofres gaúchos.

A metodologia incorpora Grandes Modelos de Língua para analisar dados fiscais e definir preços de referência mais justos nas compras governamentais. A ferramenta processa um grande volume de produtos de forma escalável e célere.

Uma parceria firmada no ano de 2025 com a Universidade de São Paulo impulsionou o sistema. O foco inicial abrange o setor de gêneros alimentícios e deve avançar para outros bens e serviços em breve.

A Secretaria da Fazenda estima uma economia potencial de 360 milhões de reais por ano com essa nova estratégia.

Fim da assimetria de informações no setor público

Julio Neves que representa o Programa de Inovação do Tesouro explicou a origem do desafio. Os entes públicos enfrentavam dificuldades para formar preços precisos nas licitações.

O risco de aumento de valores surgia sempre que os fornecedores descobriam o interesse do Estado na compra.

Essa situação revelava uma desvantagem informativa clara do governo em relação ao mercado privado.

O uso de dados reais extraídos das notas fiscais garante racionalidade econômica e segurança técnica aos processos licitatórios.

Élinton Alves Correia atua como chefe da Divisão de Estudos Econômicos e Fiscais e Qualidade do Gasto e concorda com essa visão.

Ele destacou os impactos práticos da iniciativa na fase de planejamento sobretudo na área da saúde.

A tecnologia permite ao gestor descobrir o valor exato pago por um hospital privado por determinado medicamento.

O governo utiliza essa informação em tempo real para tomar decisões melhores sobre o preço máximo aceitável para a rede pública.

Cristiano Martyniak de Lima que atua como subsecretário da área Orçamentária ressaltou o alinhamento da proposta à missão institucional.

O objetivo central busca consolidar uma cultura inovadora e qualificar cada vez mais o gasto público estadual.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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Gustavo Bertolucci