Tether congela US$ 435 milhões de centenas de carteiras a pedido dos EUA

E empresa afirmou que a medida é um "marco histórico" para a indústria, representando um avanço significativo em termos de controle e vigilância de sanções.

A Tether, maior emissora de stablecoin do mundo, congelou 326 carteiras contendo um total de US$ 435 milhões em USDT. A medida foi tomada a pedido de autoridades dos EUA, incluindo o Departamento de Justiça (DOJ), o Federal Bureau of Investigation (FBI) e o Serviço Secreto.

O congelamento de fundos, conforme comunicado da empresa, é parte de um esforço para combater o uso ilegal da stablecoin, especialmente em atividades como lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

A ação segue a resposta da empresa a uma carta anterior de políticos americanos expressando preocupações sobre os riscos associados às stablecoins.

Paolo Ardoino, CEO da Tether, falou sobre o assunto, destacando o compromisso da empresa em se tornar um “parceiro de classe mundial” dos EUA, visando a expansão da influência do dólar americano no cenário global.

Política de congelamento de carteiras da Tether

A Tether implementou uma política de congelamento de carteiras em 1º de dezembro, como parte de sua estratégia para apoiar autoridades ao redor do globo. A nova política envolve o bloqueio de todas as carteiras listadas na lista de Cidadãos Especialmente Designados (SDN) e do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

E empresa também afirmou que a medida é um “marco histórico” para a indústria, representando um avanço significativo em termos de controle e vigilância de sanções.

Em sua carta detalhando o assunto, a Tether descreveu seus esforços para prevenir o uso ilícito de USDT. Isso inclui a implementação de um programa robusto de conhecimento do cliente (KYC) e de combate à lavagem de dinheiro (AML), alinhado aos padrões de instituições financeiras mundiais.

O programa passou por uma avaliação do Internal Revenue Service (IRS) em nome da Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN). Além disso, a Tether está registrada como uma empresa de serviços monetários no FinCEN.

A empresa trabalha com serviços terceirizados como Chainalysis e WorldCheck para realizar verificações de antecedentes e monitorar continuamente as informações de seus clientes, assegurando a atualização e precisão dos dados.

Monitoramento de transações

A Tether colaborou com 19 jurisdições globais, auxiliando em investigações e, em alguns casos, fornecendo informações proativas às autoridades. A empresa ajudou o DOJ em 68 solicitações, congelando 188 carteiras com 70 milhões de USDT.

Notavelmente, a Tether também cooperou com a agência de financiamento antiterrorista de Israel, a NBCTF, para identificar e congelar carteiras ligadas ao Hamas e outras organizações terroristas.

Adicionalmente, a Tether está usando a ferramenta Reactor da Chainalysis para monitorar transações e identificar atividades suspeitas ou de alto risco.

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Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.

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