“Bitcoin é igual barata, impossível de erradicar”, diz The Economist

Assim como as baratas, o Bitcoin demonstrou ser quase impossível de erradicar, continuando a evoluir e adaptar-se em um ambiente em constante mudança, disse o jornal.

O prestigiado jornal “The Economist” publicou um artigo comparando a resiliência das criptomoedas à tenacidade das baratas. Ambos, segundo um dos jornais de economia mais importantes do mundo, têm notável ‘capacidade de sobrevivência’, apesar dos esforços para erradicá-los.

O paralelo incomum entre o mundo financeiro e o reino dos insetos oferece uma metáfora vívida para a atual situação das criptomoedas, em particular, do Bitcoin.

Inicialmente, o artigo destaca o uso criminoso das criptomoedas, como lavagem de dinheiro, financiamento de terrorismo e sequestros com pedidos de resgates em Bitcoin.

Apesar desses usos, e mesmo com o aperto regulatório e as crises financeiras que abalaram a indústria, o Bitcoin se mostrou resiliente, diz o artigo.

“O Bitcoin atingiu um pico de dois anos em dezembro deste ano, demonstrando sua capacidade de recuperação em tempos de crise.”

A tecnologia subjacente às criptomoedas, a blockchain, é citada pelo jornal como uma razão fundamental para essa resiliência. A tecnologia opera independentemente de qualquer entidade central, o que impede o seu colapso total, a menos que o valor dos tokens caia para zero.

Além disso, a descentralização e a segurança oferecidas pela blockchain continuam a atrair interesse, apesar das volatilidades do mercado, diz o The Economist.

Bitcoin pode ser um diversificador útil

A utilidade das criptomoedas vai além de mero investimento especulativo. Em países com regimes autoritários, por exemplo, Bitcoin e stablecoins têm sido usados para preservar poupanças e realizar transações, demonstrando seu valor prático.

Além disso, a criação de tokens não fungíveis (NFTs) por artistas e museus evidenciam a diversificação de uso da tecnologia blockchain.

A indústria de criptomoedas, embora tenha passado por tempos difíceis, continua a inovar. Desenvolvedores estão explorando novas aplicações, como redes sociais descentralizadas e jogos baseados em blockchain. Esses desenvolvimentos mantêm a promessa de usos mais amplos e aceitação no futuro.

O artigo do “The Economist” também ressalta que, ao contrário de outras bolhas especulativas da história, como a Mania das Tulipas ou a febre dos Beanie Babies, o Bitcoin demonstrou uma resiliência complexa.

“Bitcoin tem mostrado um padrão de preço que sugere potencial como um diversificador de portfólio útil, devido à sua correlação moderada com outros mercados.”

Bitcoin é igual barata

Recentes desenvolvimentos regulatórios nos Estados Unidos, como a decisão de permitir a conversão de um grande fundo de investimento em Bitcoin em um fundo negociado em bolsa (ETF), indicam uma aceitação crescente e regulamentação do Bitcoin como um ativo legítimo.

Segundo o The Economist, isso pode levar a um aumento do interesse institucional e individual no Bitcoin e outras criptomoedas.

Finalmente, o artigo conclui com a ideia de que, assim como as baratas têm seu papel no ecossistema, as criptomoedas também possuem utilidades inegáveis.

A diversificação de portfólios, a proteção de ativos sob regimes opressivos e a resistência à censura e controle são apenas algumas das suas funções. E, como as baratas, o Bitcoin demonstrou ser quase impossível de erradicar, continuando a evoluir e adaptar-se em um ambiente em constante mudança.

“Muitos sentem repulsa instintiva quando espiam uma barata. Mas, apesar das suas falhas, os insectos têm utilidade — transformam matéria em decomposição em nutrientes e comem outras pragas, como os mosquitos. As criptomoedas também tem suas utilidades, como a diversificação de portfólio e a manutenção do dinheiro seguro sob regimes despóticos. E, como foi demonstrado, é praticamente impossível matar.”

O “The Economist”, vale lembrar, é considerado um dos jornais mais importantes do mundo devido a sua abordagem influente no jornalismo.

Sua reputação foi construída ao longo de sua história, que remonta a 1843, estabelecendo-se como uma fonte de análises profundas e notícias sobre eventos globais.

A influência do “The Economist” também é evidente no impacto que tem sobre os seus leitores, muitos dos quais são líderes empresariais, acadêmicos, políticos e outros profissionais influentes.

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Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.

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