
Larry Fink, CEO da BlackRock. Fonte: YouTube/Reprodução.
Larry Fink, CEO da BlackRock, acredita que a tokenização ajudará a modernizar a infraestrutura do sistema financeiro. Em carta anual enviada aos seus acionistas, o executivo imagina um mundo onde as pessoas invistam no mercado usando seus próprios celulares.
Esta não é a primeira vez que a gestora aborda o assunto. Como exemplo, em janeiro, um relatório citou a tokenização ao lado de setores como IA, defesa e infraestrutura como os temas de 2026.
No entanto, a aposta da BlackRock é ainda mais antiga. Isso porque eles lançaram o fundo BUIDL ainda em março de 2024, impulsionando o setor de Ativos do Mundo Real (RWA, na sigla inglesa).
Administrando US$ 14 trilhões em ativos, atualmente a BlackRock é a maior gestora do mundo. Portanto, as falas de seu CEO, Larry Fink, são sempre observadas com atenção pelo mercado.
Em carta anual enviada aos seus investidores nesta segunda-feira (23), o executivo deu destaque para o setor de tokenização.
“Metade da população mundial carrega uma carteira digital no celular. Imagine se essa mesma carteira digital também permitisse investir, no longo prazo, em um conjunto amplo de empresas com a mesma facilidade de enviar um pagamento”, escreveu Fink.
“A tokenização pode ajudar a acelerar esse futuro ao modernizar a infraestrutura do sistema financeiro, tornando os investimentos mais fáceis de emitir, mais fáceis de negociar e mais fáceis de acessar.”
Seguindo, o executivo destaca que o mercado possui pouquíssimo acesso a investimentos tradicionais em carteiras digitais, mas que eles estão trabalhando para liderar essa mudança.
Como exemplo, Fink cita o sucesso dos ETFs de Bitcoin e Ethereum da BlackRock, dentre outros fundos ligados a ativos digitais.
“Nosso fundo de títulos do Tesouro tokenizado cresceu e se tornou o maior fundo tokenizado do mundo, e administramos US$ 65 bilhões em reservas de stablecoins, além de quase US$ 80 bilhões em produtos negociados em bolsa (ETPs) de ativos digitais. Construímos todas essas frentes em apenas alguns anos e estamos avaliando oportunidades para ampliar ainda mais nossa posição.”
A estratégia da gestora é atuar nas duas frentes. Ou seja, levar as criptomoedas para o mercado tradicional, mas também digitalizar títulos e ações.
O setor de Inteligência Artificial (IA) se tornou outro tema comum entre investidores, tanto que grandes mineradoras de Bitcoin e muitos desenvolvedores de criptomoedas estão migrando para esta indústria.
A BlackRock é outra gigante que fala sobre essa tecnologia, citando investimentos bilionários no setor.
Outro destaque do relatório é o crescimento das ações da BlackRock desde seu IPO em 1999. Embora jovem, quando comparado com outros nomes, hoje a gestora domina o mercado e seus papéis apresentam um retorno anual composto de 20%, superando os 9% do S&P 500 e os 7% de empresas financeiras.
“Hoje, a BlackRock está posicionada na interseção das forças mais poderosas que estão remodelando as finanças globais: o crescimento de longo prazo dos mercados de capitais, a modernização dos portfólios, a expansão dos investimentos privados, a evolução da IA e a própria transformação digital dos investimentos”, finaliza Larry Fink.
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