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Vencedor do Nobel diz que sucesso do Pix é um incômodo para defensores do Bitcoin

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Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, acredita que o sucesso do Pix brasileiro é um incômodo para defensores do Bitcoin.

Em artigo intitulado “A guerra de Trump contra o futuro, edição monetária”, publicado nesta segunda-feira (20), o economista americano afirma que o governo Trump está tentando punir o Brasil por conta dos avanços em seu sistema monetário.

Essa não é a primeira vez que Krugman rasga elogios ao Pix enquanto usa isso como catapulta para criticar o Bitcoin. Como exemplo, há exatamente um ano, o economista afirmou que o Pix entregou o que as criptomoedas prometeram, mas falharam em entregar.

Nobel de Economia compara apostas de Brasil e El Salvador

Enquanto o Banco Central do Brasil lançou o Pix em 2020, o governo de El Salvador adotou o Bitcoin como moeda legal em 2021. Para Paul Krugman, o sucesso do Pix no Brasil e a baixa adoção do Bitcoin em El Salvador contam uma história.

“O sucesso do Brasil é especialmente incômodo para os defensores das criptomoedas porque contrasta fortemente com os resultados de outro experimento monetário latino-americano: a tentativa de El Salvador de transformar o Bitcoin em um importante meio de pagamento. O governo do presidente Nayib Bukele tornou o Bitcoin moeda de curso legal e gastou grandes quantias para incentivar sua adoção. No entanto, a iniciativa fracassou. A criptomoeda nunca ganhou espaço como meio de pagamento, e a queda no preço do Bitcoin desde o último outono provocou grandes perdas para o governo salvadorenho.”

Em relação ao tema principal de seu texto, Krugman defende que o governo Trump está querendo punir o Brasil por conta desse sucesso.

Esquerdista, o economista afirma que o sistema de pagamentos brasileiro irrita setores da direita que rejeitam a ideia do governo oferecer um serviço que poderia ter sido prestado pela iniciativa privada.

Como exemplo, o texto cita “preocupações com os lucros da Visa e da Mastercard”, mas também que o sistema seja copiado por outros países, de modo a desafiar a predominância internacional do dólar.

“Na realidade, o Brasil é pequeno demais para causar um grande impacto no sistema global de pagamentos. O dólar pode enfrentar um desafio real se o Banco Central Europeu conseguir, como espera, lançar um euro digital em 2029. Se isso acontecer, não é difícil imaginar que uma parcela significativa das transações que hoje seria feita em dólares passe a ser realizada em euros digitais.”

Quanto ao euro digital, o BCE recentemente selecionou 36 instituições para participar de seu projeto piloto, incluindo gigantes como Deutsche Bank, Stripe, Revolut, UniCredit e Adyen.

Economista defende que EUA deveriam lançar a sua própria moeda digital

Embora o Brasil ainda não tenha lançado a sua moeda digital, chamada Drex, Paul Krugman considera que o próprio Pix mantém esse papel.

Sendo assim, o economista também critica o governo americano por proibir a criação de uma CBDC pelo Fed.

“Os interesses ligados às criptomoedas, em especial, temem que consumidores com acesso a dólares digitais percam o interesse por stablecoins e outros produtos cripto, já que esses ativos, por serem mais arriscados e menos práticos, não conseguiriam competir com um sistema que simplesmente permite fazer pagamentos eletrônicos em dólares.”

Finalizando, Krugman afirma que punir o Brasil por seus avanços usando tarifas não dará resultado e somente fortalecerá o presidente Lula, mas que isso não impedirá Trump.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK