Vendedor de criptomoedas pode pegar cinco anos de prisão

Sequência de processos nos EUA mostram que as criptomoedas seguem na mira das autoridades.

Algemas próximo de bitcoin e notas de dólar
Algemas próximo de bitcoin e notas de dólar

Um P2P de criptomoedas pode pegar cinco anos de prisão nos Estados Unidos, mais multa, por operar sem licença em Houston. O caso segue sob apuração após uma investigação do FBI identificar suas operações ocorridas em 2016.

A justiça dos EUA tem mostrado dificuldade para quem comete crimes com criptomoedas. Nos últimos dias, por exemplo, um ex-diretor da OpenSea foi preso e acusado de insider trading de NFTs.

Além disso, um mixer de criptomoedas sanções no último mês de maio de 2022, um caso inédito na história do país.

Novos casos chegam para análise e mostram que a situação segue difícil para quem busca criptomoedas para cometer crimes.

P2P de criptomoedas pode pegar cinco anos de prisão

Na última quarta-feira (1), a justiça dos Estados Unidos apresentou a condenação de Hien Ngoc Vo, morador de Seattle, Washington. Segundo a notícia, o homem de 49 anos se declarou culpado de operar criptomoedas na região de Houston, no Texas.

Na sua confissão de culpa, ele admitiu que operou um negócio proibido de criptomoedas entre 16 de março de 2016 e 8 de junho de 2016. Segundo a acusação, ele utilizou plataformas como a Paxful e LocalBitcoins, mas não pediu aos seus clientes nenhuma identificação.

Ele tinha lucro na intermediação de compra e venda de criptomoedas para pessoas, com porcentagens que variavam de 5% a 30%. Contudo, sua operação não tinha licença e ele acabou na mira do FBI.

“Vo usou Paxful e LocalBitcoins para comprar e vender Bitcoin – sites onde as pessoas podem comprar e vender criptomoedas. Ele lucrava com as vendas coletando uma porcentagem das transações que variava de 5 a 30%. Durante as transações, Vo não pediu aos clientes nenhuma forma de identificação nem a finalidade para a qual estavam comprando a criptomoeda.”

Durantes o período que intermediou negociações de criptomoedas, Vo recebeu fundos em dinheiro, depósitos bancários, cartões de crédito da American Express, assim como em cartões-presente da Amazon e outros.

Como utilizou contas bancárias para movimentar os recursos, os bancos perguntaram-lhe a origem do dinheiro e, quando descobriram sua atuação, encerraram suas contas.

Caso seja condenado, pode pegar uma pena de prisão de cinco anos mais uma multa de US$ 250 mil.

Movimentou US$ 500 mil em três meses

Chama atenção que em 2016 poucas pessoas conheciam o bitcoin pelo mundo, mas Vo movimentou em apenas três meses mais de US$ 500 mil com sua negociação de P2P de criptomoedas, que agora poderá levar ele a prisão.

A sentença final dele sairá em 5 de setembro, sendo que seu caso é acompanhado pelo FBI.

Uma das plataformas utilizadas pelo ex-p2p de criptomoedas, a Paxful, recentemente chegou ao Brasil permitindo negociações para o Mercado Pago e, em maio, ao Nubank.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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