Venezuela censura Coinbase e proíbe corretora de Bitcoin

Situação no país envolvendo ajuda aos profissionais de saúde segue sem definições.

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Mapa da Venezuela - Livecoins
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A situação na Venezuela durante a crise do novo coronavírus segue complicada, sendo palco de uma disputa entre os “dois governos”. Dessa forma, a Venezuela, de Nicolás Maduro, optou pela censura contra a corretora de Bitcoin Coinbase, uma das maiores do mundo.

Na região da América Latina, a Venezuela é um dos países que vive um problema intenso na economia. Com a hiperinflação, a moeda local (Bolívar venezuelano) perdeu imenso poder de compra.

Ao se deparar com essa realidade, a população acordou para outras moedas, como Bitcoin e dólar. Vendo o movimento de migração da população para outras moedas, o governo de Nicolás Maduro criou a criptomoeda Petro.

Contudo, a população não aceitou a criptomoeda estatal com facilidade, e segue preferindo moedas alternativas. O ápice do novo imbróglio é que Juan Guaidó, o outro presidente segundo os EUA, conseguiu alguns milhões de dólares para enviar aos profissionais de saúde.

Venezuela censura corretora Coinbase para proibir repasse de Guaidó

A disputa continua sobre a campanha Héroes de la Salud (Heróis da Saúde), na Venezuela. Com os Estados Unidos repassando a Juan Guaidó alguns milhões que foram apreendidos em uma operação, foi prometido um auxílio emergencial aos profissionais de saúde.

Com três parcelas de U$ 100 (cerca de R$ 530), Guiadó espera ajudar os profissionais no combate ao COVID-19. A iniciativa, entretanto, não é vista com bons olhos por Nicolás Maduro, que tem feito de tudo para atrasar o repasse.

Para burlar os bloqueios, Guiadó chegou a pedir para a população usar VPNs. Dessa forma, conseguiriam acesso livre na internet para poder sacar seu coronavoucher. A situação ainda sim segue complicada.

Cotada como uma das plataformas a ajudar a população a ter acesso ao dinheiro está a Airtm, parceira da Coinbase. Vendo o movimento, a Venezuela de Maduro agora censura a Coinbase no país, de acordo com o VE sin Filtro.

O perfil no Twitter, que luta por uma internet livre na Venezuela, apontou que o governo de Maduro censurou a plataforma. Além disso, a MercaDolar, uma plataforma de câmbio local, também foi censurada.

“Este bloqueio de internet é aplicado pela maioria dos principais ISPs em VE usando #DNS_block. As motivações exatas para este bloqueio ainda não são claras”, apurou o VE sin Filtro

Ambos os bloqueios podem ter relação com a chegada do dinheiro de Guaidó, mas o VE sin Filtro ainda acredita que o movimento não está claro e pede o desbloqueio. A Coinbase é de fato uma das maiores corretoras de Bitcoin dos EUA. Por fim, a Coinbase já enviou ajuda humanitária para a Venezuela em outra ocasião.

País “referência” das criptomoedas na região

Em sua conta no Twitter, Guaidó defendeu nos últimos dias que a população precisa de outras moedas porque a ditadura destruiu o bolívar. Opositor declarado de Maduro, Guaidó defendeu a liberdade financeira no país.

A Venezuela é o primeiro país a ver uma adoção em massa das criptomoedas no mundo. Esse movimento foi conduzido pela população, em fuga do bolívar e buscando alternativas. O dólar também é uma moeda que segue em alta no país com o problema econômico.

Dessa forma, na região da América Latina, a Venezuela é a referência das criptomoedas. Por lá, várias criptomoedas têm sido utilizadas, a até o governo de Maduro está aberto ao tema e recebe impostos com elas.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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