Vitalik Buterin diz que Ethereum poderá ser deflacionário após migração

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Em conversa com Naval, Vitalik Buterin falou sobre seu passado pessoal e o futuro do Ethereum. Como destaque, afirmou que a emissão de Ethers (ETHs) pode tornar-se negativa após a migração para Proof-of-Stake (PoS). Em outras palavras, isso tornaria o Ethereum deflacionário, podendo aumentar seu valor conforme a oferta diminui.

Tendo criado o Ethereum aos seus 19, Buterin conta que começou a programar bem cedo, com apenas 10 anos. Seu passatempo era programar um jogo, jogá-lo até cansar e então programar outro.

Por fim, o criador do Ethereum também faz comentários técnicos sobre a evolução da tecnologia blockchain. Além de explicar o conceito de sharding, Buterin também afirma que o Ethereum conseguiria suportar até 5.000 transações por segundo, no estado atual, apenas com a evolução de soluções de segunda camada.

Programando aos 10 anos

Além de ser o nome mais importante por trás do Ethereum, outro ponto surpreendente é que Vitalik Buterin tinha apenas 19 anos quando o projeto foi lançado. Explicando como começou tão cedo, Buterin conta que começou a programar com 10 anos.

“Cresci programando jogos para eu mesmo jogar. Criava um jogo, jogava até cansar, depois criava outro jogo e então jogava até cansar.”

Buterin também conta que seus pais lhe deram bastante apoio. Além de comprar diversos livros de programação, eles também o enviaram a aulas de programação e matemática. Tal incentivo deu resultados, afinal hoje o Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo, com uma capitalização de R$ 1,7 bilhão.

Futuro do Ethereum e das criptomoedas

Explicando a diferença entre redes centralizadas e descentralizadas, Buterin comenta que no primeiro caso, você envia uma transação apenas para um único computador. Já em sistemas descentralizados, como as criptomoedas, tal transação é enviada para que “100.000” computadores a verifiquem.

Indo além, o criador do Ethereum explica o conceito de sharding, recurso que promete impulsionar a velocidade destes sistemas descentralizados.

“O sistema escolhe aleatoriamente 1.000 destes 100.000 computadores. Esses 1.000 computadores realizam a verificação e a transação é aceita.” explica Vitalik Buterin, “Em vez de todos os 100.000 computadores estarem verificando, há apenas 1.000 verificando.”

Seguindo, Buterin também explica que este número pode variar. Em vez de 1%, poderia ser utilizado 0,1% de todos os computadores. Entretanto, ele nota que esta implementação faz surgir outros desafios, como a necessidade de nodes mais potentes para processar tantas transações.

Buterin também comenta sobre um recurso chamado “stateless clients” (clientes sem estado), em que estão trabalhando. Seu objetivo seria reduzir o espaço em disco que o Ethereum ocupa, permitindo que o sistema continue descentralizado, ou até mesmo aumente sua descentralização, ao eliminar esta barreira.

Ethereum deflacionário?

Após a introdução do EIP-1559, o Ethereum começou a queimar parte das taxas de transações. Durante curtos períodos, a queima chegou a ser maior que a emissão de novas moedas, fazendo com que a oferta total diminuísse.

Apesar de ser vago em sua explicação, Vitalik Buterin aponta que o Ethereum será deflacionário após a migração para o Proof-of-Stake. Afinal, apesar de que, teoricamente, as queimas serão menores por conta das menores taxas, as recompensas por bloco também serão reduzidas.

“Assim que tivermos o Proof-of-Stake (PoS), a projeção é que teremos até uma emissão negativa. Então, o ETH poderá ser bastante singular nesse sentido.”

Caso consigam manter uma emissão negativa por longos períodos, como meses ou anos, isso pode ter grande impacto no preço do Ether. Afinal, além de diminuir a oferta, também atrairá investidores que hoje se contentam com uma oferta máxima, como no caso do Bitcoin.

Contudo, vale lembrar que o uso da rede — e suscetivamente da queima de ETH — é majoritariamente dependente de terceiros. Em especial pelos setores de DeFi e NFTs, atualmente. Portanto, é preciso acreditar que estes sigam gerando volume na rede.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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