EUA anunciam captura de Nicolás Maduro em operação contra a Venezuela

Donald Trump afirmou que forças dos EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, retirando ambos do país.

Explosões atingiram a capital da Venezuela, Caracas, na madrugada deste sábado (3), após os Estados Unidos realizarem ataques aéreos contra alvos ainda não detalhados. Horas depois, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, retirando ambos do país.

Segundo relatos locais, moradores de Caracas ouviram fortes explosões nas primeiras horas do dia, aumentando o clima de tensão em meio ao agravamento das relações entre Washington e Caracas.

Pouco depois, Trump publicou uma mensagem na rede Truth Social afirmando que os Estados Unidos conduziram uma “operação de grande escala” contra a Venezuela.

🛡️Aprenda a proteger seus bitcoins sem depender de terceiros. 👉 Treinamento de auto custódia. 🟠Receba consultoria em Bitcoin com os maiores especialistas do mercado.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e levado para fora do país”, escreveu Trump.

EUA anunciam captura de Nicolás Maduro

Trump acrescentou que a operação teria sido realizada em conjunto com órgãos de aplicação da lei dos EUA e que mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 11h (horário local) em Mar-a-Lago, na Flórida. Foto viral não foi publicada por perfis oficiais do governo americano.

Após as declarações, uma imagem supostamente mostrando Nicolás Maduro sendo detido por soldados americanos passou a circular intensamente nas redes sociais. Na foto, homens armados com uniforme militar aparecem escoltando um homem que se assemelha ao presidente venezuelano, enquanto um helicóptero militar surge ao fundo.

No entanto, a autenticidade da imagem, assim como o local onde teria sido registrada, não foi confirmada por fontes independentes. Autoridades dos Estados Unidos e da Venezuela não validaram oficialmente a fotografia.

Senador dos EUA reforça versão, Venezuela reage

O senador republicano Mike Lee, do estado de Utah, afirmou neste sábado ter sido informado pelo secretário de Estado Marco Rubio de que Nicolás Maduro teria sido preso por agentes norte-americanos para responder a acusações criminais nos Estados Unidos.

Até agora, o Departamento de Estado não divulgou um comunicado oficial confirmando a declaração.

Em resposta às alegações feitas por Trump, o governo venezuelano prometeu retaliação, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas. Canais oficiais em Caracas ainda não confirmaram o paradeiro de Maduro nem reconheceram qualquer captura.

O episódio ocorre em meio a um período de forte deterioração das relações diplomáticas entre os dois países. Nas últimas semanas, Trump tem intensificado acusações contra o governo venezuelano, classificando-o como um “narcoestado” e um regime ligado ao narcotráfico e ao terrorismo.

Analistas internacionais alertam que, caso confirmada, uma ação militar direta dos Estados Unidos contra a liderança venezuelana representaria uma escalada sem precedentes no conflito político entre os dois países, com potenciais impactos regionais.

Venezuela acusa EUA de mortes de civis e cobra provas de vida de Maduro

O governo da Venezuela acusou os Estados Unidos de responsabilidade por um ataque militar ocorrido em diferentes regiões do país, incluindo a capital Caracas e os estados de Aragua, Miranda e La Guaira. Segundo autoridades venezuelanas, a ofensiva resultou na morte de civis e deixou o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores desconhecido.

A denúncia foi feita pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que afirmou que o governo venezuelano exige provas imediatas de que o presidente e sua esposa estão vivos. De acordo com ela, após os ataques, não houve confirmação oficial sobre a localização do chefe de Estado, o que elevou o nível de tensão política e institucional no país.

Rodríguez declarou que Maduro havia alertado previamente a população sobre a possibilidade de uma ação militar dessa natureza, que poderia atingir áreas civis em diferentes pontos do território venezuelano. Conforme o relato do governo, as defesas nacionais foram ativadas seguindo instruções previamente estabelecidas pelo presidente, com o objetivo de responder a uma eventual agressão externa.

Em pronunciamento oficial, a vice-presidente reforçou o discurso de soberania e resistência, afirmando que a Venezuela não aceitará qualquer tipo de tutela estrangeira. “Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar”, declarou, em referência ao líder histórico da independência venezuelana, Simón Bolívar.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, também se manifestou, condenando os bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e anunciando a ativação de todas as capacidades militares do país.

Segundo o governo, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), em conjunto com milícias populares e órgãos de segurança cidadã, receberam a missão de defender a integridade territorial da Venezuela em uma atuação descrita como uma “fusão policial, militar e cívico-militar”.

O governo venezuelano afirmou que a agressão violou a soberania, a paz e a tranquilidade do país, além de ter causado a morte de “venezuelanos humildes e inocentes”. Apesar do cenário descrito pelas autoridades, Caracas informou que a situação interna permanece sob controle, enquanto o Estado avalia as consequências políticas, humanitárias e estratégicas do ataque.

Em nova cobrança direcionada ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a vice-presidente reiterou a exigência de comprovação de vida de Nicolás Maduro e Cilia Flores.

Rodríguez destacou que, segundo o governo venezuelano, determinadas “linhas vermelhas” teriam sido cruzadas, colocando em risco a integridade territorial do país e a segurança da população.

A Venezuela tem descrito os recentes acontecimentos como parte de uma estratégia mais ampla de desestabilização regional, que teria como objetivo enfraquecer sua soberania nacional e impor uma mudança de governo alinhada a interesses externos. Autoridades venezuelanas classificam a situação como uma tentativa de intervenção armada com motivações geopolíticas e econômicas.

Motivo da captura de Nicolás Maduro

Maduro foi capturado como parte de uma escalada militar e política dos EUA contra o regime venezuelano, após ele se recusar a deixar o poder mesmo diante de sanções, ultimatos e isolamento internacional.

Trump buscava forçar uma mudança de regime e neutralizar o que o governo americano considera uma ameaça direta aos interesses dos EUA no hemisfério ocidental.

Além disso, a captura ocorre após meses de:

  • Presença militar crescente dos EUA ao redor da Venezuela
  • Bombardeios a alvos ligados ao narcotráfico
  • Apreensão de navios petroleiros venezuelanos

Declarações explícitas de que os EUA poderiam usar força militar para garantir acesso a recursos energéticos

Principais acusações contra Maduro

As acusações feitas pelo governo dos EUA contra Nicolás Maduro incluem:

  • Narcotráfico internacional
  • Trump acusou Maduro de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.
  • Em julho, os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 50 milhões por sua captura.
  • Maduro teria ligação com redes de tráfico que operam no Caribe e no Pacífico.
  • Envio de drogas e criminosos aos Estados Unidos

O governo Trump afirmou que Maduro estaria por trás do envio de drogas e criminosos para o território americano, inclusive relacionados à imigração ilegal.

O governo dos EUA acusa Maduro de promover instabilidade regional, incluindo apoio a organizações criminosas e gangues, como o Tren de Aragua, classificado pelos EUA como organização terrorista.

  • A ONU estima que mais de 20 mil pessoas foram mortas em execuções extrajudiciais sob seu governo.
  • Erosão das instituições democráticas, do Judiciário e do Estado de Direito.
  • Repressão violenta após a eleição de 2024, na qual Maduro teria perdido, mas se manteve no poder.
  • Ilegitimidade eleitoral
  • Os EUA não reconhecem Maduro como presidente legítimo desde 2019.

Em 2024, o governo americano reconheceu o opositor Edmundo González como vencedor das eleições, acusando Maduro de se manter no poder por meio de repressão.

Maduro, portanto, foi capturado sob a alegação de narcotráfico, crimes contra a humanidade, autoritarismo e ameaça à segurança dos EUA, dentro de uma estratégia explícita de mudança de regime.

$100 de bônus de boas vindas. Crie sua conta na maior corretora de criptomoedas do mundo e ganhe até 100 USDT em cashback. Acesse Binance.com

👉Entre no nosso grupo do WhatsApp ou Telegram| Siga também no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google News.

Leia mais sobre:
Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
Comprar agora

Últimas notícias