OranjeBTC recompra ações para aumentar exposição de Bitcoin por papel em estratégia de tesouraria

Comunicado ao mercado aponta investimento de R$ 300 mil na aquisição de papéis próprios e destaca total de 3.722 Bitcoins no caixa da companhia

A OranjeBTC S.A. (B3: OBTC3) divulgou no domingo (18) os resultados de suas negociações de tesouraria realizadas na última semana, detalhando as operações ocorridas entre os dias 12 e 18 de janeiro de 2026 ao confirmar a continuidade da estratégia de alocação de capital da empresa.

A companhia informou que recomprou um total de 32.500 ações ordinárias no período mencionado. O preço médio de aquisição ficou em R$ 9,24 por papel, o que resultou em um desembolso financeiro total de R$ 300.263,00 por parte da administração.

O movimento reduz a quantidade de ações em circulação no mercado para 155.425.500 unidades fora da tesouraria. Desta forma, a empresa busca aproveitar o momento em que seus ativos são negociados com desconto na bolsa de valores brasileira, em sua visão.

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A diretoria optou por não realizar novas aquisições diretas de Bitcoin (BTC) nesta janela específica de sete dias. Portanto, o saldo da criptomoeda mantido em reservas permaneceu inalterado em relação ao relatório anterior.

Companhia brasileira de bitcoin, OranjeBTC segue como a maior detentora da moeda digital na América Latina

O comunicado destaca que a OranjeBTC mantém atualmente um total de 3.722,3 unidades de Bitcoin sob sua custódia. Assim, a estratégia de reduzir o número de ações em circulação eleva automaticamente a proporção da moeda digital que cada papel representa para o acionista.

Os dados apresentados mostram que a métrica de “Sats/Ação” atingiu o patamar de 2.292 satoshis para cada ativo negociado na B3. Assim, o indicador conhecido como “BTC Yield” acumulado registrou uma marca positiva de 2,45% até o momento.

O rendimento específico do primeiro trimestre de 2026 já alcança 0,05% mesmo sem a compra de novas moedas nesta semana. Isso ocorre porque a matemática da tesouraria beneficia quem mantém a posição enquanto a empresa retira papéis de circulação.

A administração também projetou o cenário de diluição caso haja conversão de debêntures emitidas anteriormente. O total de ações fora de tesouraria subiria para mais de 162 milhões, o que ajustaria levemente as métricas de exposição por ação para baixo.

Guilherme Amado Cerqueira Gomes, diretor presidente e de relações com investidores, comentou a tática adotada no documento oficial. O executivo reforçou que o mercado continua oferecendo as ações da companhia por um valor inferior ao patrimônio econômico consolidado em bitcoins.

Mantivemos a execução da estratégia de alocação de capital dado que o mercado oferece nossas ações com desconto em relação ao valor econômico do Bitcoin em tesouraria“, afirmou a gestão no texto. A disciplina operacional visa converter a volatilidade do mercado acionário em ganho real de exposição ao ativo digital.

O objetivo central permanece no aumento sustentável da quantidade de Bitcoin por ação no longo prazo. Por fim, a OranjeBTC reafirma seu compromisso com a transparência nas negociações de valores mobiliários conforme sua política interna.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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