Receita Federal manda lembrete e dá prazo a investidores de bitcoin nos EUA

IRS avisa que investidores devem pegar formulários de declarações atualizados com as corretoras em que investem

Chamando de “Dica Tributária aos Contribuintes”, a Receita Federal dos EUA enviou um lembrete público aos investidores de bitcoin e criptomoedas para que eles comecem a preparar suas declarações com base em 2025.

Os contribuintes estão começando a receber seus documentos fiscais de 2025, como os formulários W-2, 1099 e outros comprovantes de renda. Pessoas que venderam ou se desfizeram de ativos digitais por meio de uma corretora podem receber um novo formulário 1099-DA dessas corretoras“, diz a publicação da autoridade na quarta-feira (28).

Assim como a Receita Federal do Brasil (RFB), investidores de criptomoedas dos EUA devem declarar suas negociações para o fisco norte-americano seguindo os prazos corretamente.

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Receita dos EUA dá prazo para investidores de criptomoedas pegarem documentos com corretoras

Um dos detalhes que chamou atenção no lembrete do IRS é o prazo definido aos investidores para que peguem os documentos junto às exchanges que operam no país.

Isso porque, as corretoras devem entregar aos investidores as documentações de 2025 até o dia 17 de fevereiro de 2026. Os documentos devem conter informações de negociações de criptomoedas e bitcoin, stablecoins e até dos chamados tokens NFTs.

As corretoras devem enviar aos contribuintes uma cópia das mesmas informações que reportam ao IRS no Formulário 1099-DA até 17 de fevereiro de 2026. Essas informações são diferentes de outros demonstrativos fiscais que os contribuintes podem receber“, explica a nota.

Contudo, os documentos não contemplam as informações completas, devendo os próprios investidores calcularem o custo de aquisição para definir se houve lucros ou prejuízos no período. Ou seja, cabe ao investidor apurar a veracidade dos dados compartilhados, sob pena de sanções futuras.

“A maioria desses demonstrativos não incluirá o custo de aquisição das transações DA em 2025, e os contribuintes precisarão calcular o custo de aquisição para determinar seu ganho ou perda“, diz o IRS em comunicado.

“Todos devem reportar ganhos ou perdas”

O Internal Revenue Service (IRS) ainda declara que mesmo aqueles investidores que não conseguirem os formulários junto às corretoras no prazo definido devem reportar seus ganhos ou perdas do último ano.

Assim, fica claro que a exigência das informações seguem sob a vigilância do órgão estatal de impostos dos EUA, que determina ainda a declaração de compras e vendas até de produtos financeiros listados em bolsas, como os ETFs cripto.

Quem comprou uma simples xícara de café com bitcoin, por exemplo, também deve declarar tudo, conforme indica um formulário disponibilizado pelo IRS aos norte-americanos.

Quem comprou xicará de café com bitcoin tem que pagar imposto nos EUA
Quem comprou xicará de café com bitcoin tem que pagar imposto nos EUA (Fonte/Questionário IRS).

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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