Um juiz americano afirma que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, destruiu provas ligadas a um processo movido pelo bilionário australiano Andrew Forrest.
Forrest havia entrado com um processo contra a empresa em 2022. Na data, o bilionário alegou que terceiros estariam usando sua imagem para promover golpes com criptomoedas e que a Meta não estaria agindo de forma eficiente para barrar essa ação.
Tal problema não afeta somente Forrest e a Meta, mas também outras figuras famosas e plataformas sociais. Portanto, isso mostra a importância da decisão do processo.
Bilionário australiano vence batalha judicial contra a Meta, mas guerra continua
Fundador da Fortescue Metals Group, o bilionário australiano Andrew Forrest teve sua imagem usada em golpes de criptomoedas em anúncios do Facebook em 2019. Anos depois, Forrest processou a Meta, argumentando que a empresa lucra com esses anúncios e deveria ter um maior controle.
Nesta terça-feira (11), o bilionário venceu uma importante batalha contra a empresa de Mark Zuckerberg.
Isso porque um juiz americano concluiu que a Meta destruiu ou permitiu que dados essenciais fossem apagados.
“Não é razoável afirmar que a própria Meta precisou de dois anos para tomar conhecimento de seus próprios dados”, disse P. Casey Pitts, juiz do caso, classificando a conduta da empresa somente como negligência grave, já que não teve intenção de causar prejuízo.
“O conjunto das provas, portanto, sustenta a conclusão de que a Meta tinha, e poderia ter preservado, os dados da versão final dos anúncios fraudulentos, mas optou por não fazer isso.”
Embora o processo já esteja completando quatro anos, ele segue em fase de audiência preliminar.
Em sua defesa, os advogados da Meta citam uma lei de 1996 que isenta a responsabilidade de empresas de internet sobre o conteúdo publicado por seus usuários em suas plataformas.
No entanto, como argumentado por Forrest, sua imagem foi usada em anúncios pagos. Segundo a denúncia, ele teria aparecido em mais de 27 mil anúncios fraudulentos.
Além disso, o bilionário também afirma que as ferramentas de Inteligência Artificial da Meta também estariam auxiliando no trabalho dos golpistas.
Problema afeta outras plataformas e figuras famosas
Além da Meta, outras empresas de tecnologia passam por problemas parecidos. Como exemplo, a Apple enfrenta um processo após permitir que uma falsa carteira de criptomoedas fosse baixada por seus usuários em sua loja de aplicativos.
Já o Google é acusado de permitir anúncios falsos em seu buscador, gerando milhões de dólares em perdas. Além disso, lives falsas no YouTube, com deepfakes de figuras como Elon Musk, também são um problema a ser resolvido.
Por fim, a decisão final do processo de Forrest contra a Meta pode fazer com que isso seja usado como base em outros casos semelhantes.
