Antes de operação da PF, banco encerrou conta do “faraó dos bitcoins”

Banco com sede em Belo Horizonte já alertava para os riscos do negócio antes de seu colapso.

Glaidson dos Santos com olhar para câmera, Faraó dos Bitcoins
Glaidson dos Santos com olhar para câmera, Faraó dos Bitcoins /Reprodução

Em 2020, o Banco Bonsucesso SA (atualmente BS2), com sede em Belo Horizonte (MG), encerrou a conta do “Faraó dos Bitcoins”, deixando de atender o dono da GAS Consultoria. Em 25 de agosto de 2021, a Operação Kryptos foi deflagrada pela Polícia Federal e acabou com as atividades possivelmente fraudulentas da empresa de Cabo Frio.

Segundo apuração do Livecoins sobre o caso, o Banco Bonsucesso pediu ao “Faraó dos Bitcoins” comprovasse a origem do dinheiro que circulava em sua conta, mas ele não fez o que a instituição determinou.

Vale lembrar que em julho de 2020, mais de um ano antes de seu colapso, a GAS Consultoria Bitcoin já era apontada como uma empresa suspeita com suas promessas de rendimentos fixos no mercado financeiro nacional.

Banco encerrou conta do “Faraó dos Bitcoins” um ano antes de operação de PF

Nos últimos anos, várias corretoras de criptomoedas tiveram suas contas encerradas por bancos, embora vários desses casos não tenham sido explicados pelas instituições financeiras, que tomaram as decisões de forma unilateral.

Contudo, contra o “Faraó dos Bitcoins”, o Banco Bonsucesso (BS2) disse que encerraria sua conta em 2020, visto que ele estaria movimentando valores altos em sua conta e não declarando a origem dos recursos.

Mesmo após enviar e-mails a ele, Glaidson Acácio dos Santos não enviou a documentação exigida. Dessa forma, sua conta foi encerrada ainda em 2020, com a instituição bancária temendo estar trabalhando com recursos ilegais.

O Faraó dos Bitcoins moveu um processo contra o Banco BS2 na justiça mineira, pedindo a restituição de sua conta, o que não foi acatado. Além disso, ele buscou reformar a decisão na segunda instância, mas novamente os desembargadores não deram razão ao preso pela PF na Operação Kryptos um ano depois.

“Dessa maneira, conclui-se que, em sede de cognição sumária, é legítima a conduta do banco recorrido de promover o encerramento da conta-corrente do autor, tendo em vista a resistência deste em apresentar todos os documentos requisitados, conforme indicado nos
e-mails supracitados.”

O que chama atenção neste caso é que, diferente do que alega o “Faraó dos Bitcoins” ao se colocar como vítima para ex-clientes, o sistema financeiro tradicional não o atrapalhou, ele que não cumpriu com requisitos mínimos para manter sua empresa regular e com pleno funcionamento, principalmente junto aos bancos que ele tanto culpou de perseguir seu negócio após ser preso.

Recursos apreendidos pela PF podem ficar para União e não para ex-clientes

Joias, bitcoins, veículos de luxo e muito dinheiro em espécie foram apreendidos pela PF na Operação Kryptos, valor que segue a disposição da justiça.

Mas informações reveladas pelo O Globo na última terça-feira (14) indicam que os R$ 400 milhões podem ir para a União, e não mais para ex-clientes do possível esquema. A decisão seria de uma juíza que cuida do caso na 3.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, visto que os valores são frutos de um esquema e com origem ilícita.

Considerando a recente decisão da juíza do Rio com o que foi determinado pela justiça de Minas Gerais em 2021, fica claro que as desconfianças com origens de dinheiro do “Faraó dos Bitcoins” não são bem uma novidade.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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