A Escola Superior do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (ESPM-MS) promoveu mais uma capacitação em rastreio de criptomoedas para servidores públicos nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2026.
Como segundo treinamento do software Reactor, da Chainalysis, o foco da capacitação é a de mostrar os detalhes do software para os agentes de investigação. As autoridades esperam melhorar assim o combate ao crime organizado que opera no estado do Centro-Oeste e todo território brasileiro.
Além disso, apurações de fraudes, lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de atividades ilícitas por meio de ativos virtuais estão na mira.
“Esta é mais uma oportunidade de fomentar centros de estudo e de aperfeiçoamento voltados aos Ministérios Públicos de todo o Brasil e às demais instituições parceiras. As equipes da Escola Superior do Ministério Público, assim como as instituições representadas, estão à disposição para auxiliar no que for necessário“, ressaltou o promotor e Diretor-Geral da ESMP-MS, Fabio Ianni Goldfinger.
Autoridade promove nova capacitação de rastreio de criptomoedas para participantes de todo o Brasil
A nova capacitação chamou atenção pelo seu caráter nacional, visto que o primeiro curso ocorreu no Rio de Janeiro.
Para o Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI) do MPMS, Thalys Franklyn de Souza, há uma clara mudança no escopo de atuação da criminalidade, o que torna cada vez mais complexo o seu combate. “Estamos vivenciando uma mudança significativa na atuação e dinâmica da criminalidade, com a migração dos crimes para o ambiente virtual e o uso cada vez mais frequente de criptoativos. Diante disso, este curso se torna ainda mais relevante“, publico o Decom/MPMS em nota.
O Promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Francisco de Assis Machado Cardoso, ressaltou que este é o segundo treinamento realizado sobre a ferramenta — o primeiro ocorreu no Rio de Janeiro — e destacou a relevância da realização da nova capacitação no Mato Grosso do Sul. “O primeiro foi no Rio de Janeiro, após a adesão e formalização do acordo. Inicialmente, a adesão foi feita por algumas instituições, e posteriormente por todos os estados e órgãos representados aqui. Hoje, contamos com a participação de três ministros e representantes dos órgãos públicos que aderiram ao acordo“.
Conforme publicação do Livecoins em 2025, o Ministério Público brasileiro tem avançado em técnicas de investigação e possui até uma divisão nacional de apoio.
