Galã de Hollywood diz que Bitcoin é a maior pirâmide de todos os tempos

McKenzie e seu coautor, Jacob Silverman, também abordam o papel das celebridades na promoção das criptomoedas.

Ben McKenzie, ator americano com passagens pelas séries Gotham e O.C.: Um Estranho no Paraíso, teve uma grande virada em sua carreira. Recentemente, o galã de Hollywood tornou-se um grande crítico das criptomoedas, alertando investidores sobre os riscos dos ativos digitais.

Em julho, lançou o livro Dinheiro Fácil: Criptomoeda, Capitalismo de cassino e a Era de Ouro das Fraudes, oferecendo uma visão do que ele vê como um dos maiores esquemas Ponzi da história: o universo das criptomoedas.

O ator diz que não chegou a tal conclusão por acaso. Em 2020, quando as filmagens de sua série foram interrompidas, McKenzie aproveitou o tempo para estudar a economia e as mecânicas das criptomoedas.

Formado em economia pela Universidade da Virgínia, ele ainda fez um curso on-line de 24 partes sobre o tema, ministrado pelo presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, Gary Gensler.

Ben McKenzie MSNBC
Ben McKenzie MSNBC

Depois de concluir o curso, ele ficou convencido de que muitos aspectos das criptomoedas são mais fumaça e espelhos do que substância tangível.

McKenzie pontua que muitos movimentos conspiratórios têm um núcleo de verdade que atrai as pessoas. No caso das criptomoedas, esse núcleo é a crítica válida ao nosso sistema financeiro e econômico falho. Essa lógica, no entanto, se perde quando promessas utópicas de riqueza rápida são vendidas.

Para McKenzie, o poder das criptomoedas está em sua narrativa de marketing. “Se o Bitcoin e as criptomoedas não tiverem um produto, se não houver nenhum ativo tangível real por trás deles, então, na verdade, são apenas marketing. É apenas uma história”, diz ele.

Ator descreve como as celebridades usaram criptomoedas e NFTs para monetizar seus fãs

McKenzie e seu coautor, Jacob Silverman, também abordam o papel das celebridades na promoção das criptomoedas. Atores e influenciadores de alto perfil têm contribuído para o que McKenzie chama de “cultura agitada” em torno da tecnologia.

Além disso, ele critica a “Hollywoodização” do mundo das criptomoedas, onde celebridades como Matt Damon, Reese Witherspoon e Kim Kardashian promovem ativamente criptomoedas e tokens não fungíveis (NFTs).

Embora o ator seja abertamente crítico das celebridades que promoveram NFTs e criptomoedas, a responsabilidade, de acordo com ele, é dos órgãos reguladores.

Eles deveriam ter intervindo mais cedo para evitar a comercialização irresponsável e os possíveis danos aos investidores.

“Acho que em muitos casos as celebridades não entendiam realmente o que estavam vendendo. O que não significa absolvê-los de uma responsabilidade moral, ética [ou] potencialmente até legal pelas suas ações. Mas eles não precisam ser pessoas más – eles apenas veem dinheiro fácil, certo?”

Embora o livro de McKenzie seja um ataque direto à indústria, ele também aponta problemas mais amplos no sistema financeiro e econômico que permitiram o surgimento e popularização das criptomoedas.

Ele reconhece que a ascensão das criptomoedas ocorreu principalmente como uma reação à crise financeira de 2008, e que o sistema financeiro convencional tem falhas graves que precisam ser abordadas.

No entanto, ele se opõe veementemente à ideia de que as criptomoedas sejam a solução para esses problemas sistêmicos.

Dinheiro Fácil: Criptomoeda, Capitalismo de cassino e a Era de Ouro das Fraudes
Dinheiro Fácil: Criptomoeda, Capitalismo de cassino e a Era de Ouro das Fraudes

Rastro de prejuízo

O ator argumenta que as criptomoedas têm sido mais eficazes em enriquecer uma pequena elite do que em proporcionar qualquer benefício social ou econômico tangível.

A história de Sam Bankman-Fried, fundador da agora colapsada exchange cripto de US$ 32 bilhões, FTX, serve como um estudo de caso.

McKenzie e seu coautor entrevistaram Bankman-Fried antes do colapso de sua empresa.

O empresário, uma vez celebrado como o futuro das finanças, respondeu de forma indireta às perguntas difíceis, brincando com um fidget spinner durante a entrevista. Meses depois, sua empresa entrou em colapso, e ele foi indiciado por acusações criminais.

O ator se manifestou contra as criptomoedas em dezembro de 2022 — testemunhando em uma audiência do Comitê Bancário do Senado dos EUA focada no colapso da FTX.

Na ocasião, McKenzie disse aos legisladores que os estimados 40 milhões de americanos que investiram em criptomoedas na FTX “receberam uma nota de mercadorias vendida”.

“Eles foram enganados, grandes e pequenos, por uma indústria de criptomoedas que já foi aparentemente poderosa, cuja existência, na verdade, depende de desinformação, exagero e, sim, fraude”, disse.

Ben McKenzie no Senado Americano
Ben McKenzie no Senado Americano

Desde então, o autoproclamado “ex-ídolo adolescente” tornou-se um inimigo declarado das criptomoedas.

Além das criptomoedas, McKenzie também está atento à mudança da energia do mercado para a inteligência artificial.

Ele vê uma sobreposição entre as duas indústrias, apontando para projetos como Worldcoin, liderado por Sam Altman da OpenAI, como exemplos de como as duas tecnologias podem ser combinadas de formas potencialmente problemáticas.

Por fim, McKenzie alerta que, embora a tecnologia possa prometer um futuro brilhante, ela também tem o potencial de deixar um rastro de prejuízo pelo caminho, especialmente se não for regulamentada adequadamente.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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