Bitcoin não é dinheiro, é especulação e facilita o crime, diz banco central dos bancos centrais

BIS é comumente conhecido como o banco central dos bancos centrais, porque fornece serviços bancários aos bancos centrais em todo o mundo.

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BIS. Imagem: ShutterStock
BIS. Imagem: ShutterStock

O Bitcoin não é dinheiro – é um ativo especulativo usado pelo crime organizado para lavar dinheiro e em ataques de ransomware, diz a maior organização mundial de bancos centrais do mundo, o BIS.

Em seu Relatório Econômico Anual, o Banco de Compensações Internacionais criticou o Bitcoin, afirmando que ele oferece benefícios mínimos para as pessoas.

Além disso, o BIS destacou o Bitcoin por seu alto consumo de energia, que já se mostrou maior do que o uso anual de energia de outros países.

“Ao considerar seu efeito de energia ineficiente, o Bitcoin, em particular, tem poucos atributos de interesse público”, de acordo com a organização.

O BIS pediu aos bancos centrais, como o Banco da Reserva da Austrália (RBA), a desenvolver suas próprias moedas digitais para satisfazer as necessidades dos cidadãos que estão sendo atraídos por criptomoedas.

O BIS também divulgou uma avaliação contundente das criptomoedas, dizendo que sua popularidade crescente representa um problema para o sistema financeiro mundial.

Moedas digitais de bancos centrais

Além de criticar criptomoedas tradicionais como Bitcoin, o BIS também teve como alvo as stablecoins, que são criptomoedas como Tether, que prometem ser lastreadas por moedas fiduciárias.

As Stablecoins, de acordo com a pesquisa, “tentam importar credibilidade sendo apoiadas por moedas genuínas”, mas “são tão bons quanto a governança por trás da promessa de apoio”.

A Tether, a maior stablecoin do mercado, divulgou suas reservas em maio pela primeira vez desde 2014. Depois de afirmar que os USDTs eram 100% garantidos por dinheiro, foi descoberto que menos de 3% das reservas estavam armazenadas em dinheiro.

O BIS encorajou o desenvolvimento das “moedas digitais de bancos centrais” (CBDCs), dizendo que elas oferecem em formato digital as vantagens do dinheiro do banco central – integridade, liquidez e finalidade de liquidação – enquanto mantinha a confiança do público no sistema monetário.

Mas alertou que o cenário está mudando rapidamente, com interesse crescente em formas alternativas de dinheiro.

“A esta altura, está claro que as criptomoedas são ativos especulativos em vez de dinheiro e, em muitos casos, são usadas para facilitar a lavagem de dinheiro, ataques de ransomware e outros crimes financeiros”, disse o documento.

“Bitcoin em particular tem poucos atributos de interesse público quando também se considera sua pegada energética desperdiçadora.”

Os analistas do BIS acreditam que as moedas digitais governamentais devem ser desenvolvidas levando em consideração o interesse público, criando um “espaço aberto para pagamentos” que será igualmente acessível a pessoas físicas e jurídicas.

No entanto, o funcionamento eficaz das moedas digitais do banco central depende da estrutura do sistema de pagamentos subjacente e dos mecanismos de gestão de dados.

BIS

O Banco de Compensações Internacionais foi criado em 1930 em um acordo intergovernamental entre vários países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, França e Alemanha.

Seu objetivo original era facilitar as reparações da Primeira Guerra Mundial impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes, mas se transformou em um fórum de reuniões para bancos centrais de todo o mundo.

Hoje, é comumente conhecido como o banco central dos bancos centrais, porque fornece serviços bancários aos bancos centrais em todo o mundo.

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