BIS pede regulamentação orquestrada contra criptomoedas

Benoit Coeure Imagem: BIS
Benoit Coeure Imagem: BIS

Benoît Cœuré, Diretor do Centro de Inovação do BIS, afirmou que o rápido crescimento do setor de finanças descentralizadas (DeFi) é um sinal de alerta para que reguladores unam-se para criar leis globais sobre criptomoedas. Suas falas foram publicadas pelo Future Times.

A sua fala acontece poucos dias após o Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrar a mesma preocupação, principalmente sobre países emergentes, e indicar a mesma tomada de decisão. Isso indica que governos terão maior pressão destes órgãos em 2022.

Com o Bitcoin tornando-se um ativo de 1 trilhão de dólares neste ano e carregando consigo diversas outras moedas, cujo valor somado também ultrapassa a marca do trilhão, isto está assustando os grandes jogadores. Apesar disso, parece que agora é tarde para tentar barrar esta inovação.

Globalização ou descentralização

Embora muitos aspectos de nossas vidas sejam moldados por decisões feitas por entidades centralizadas, é importante lembrar que todo governo, e país, tem sua própria opinião sobre diversos temas, incluindo criptomoedas.

Enquanto a China proibiu todas atividades ligadas a criptomoedas, por exemplo, El Salvador transformou o Bitcoin (BTC) em sua moeda legal, já outros países, até o momento, estão deixando que seus cidadãos façam suas próprias escolhas.

Apesar disso, essa divergência de opiniões está incomodando grandes nomes do setor financeiro, como alguns Bancos Centrais, o FMI e o BIS, responsável por supervisionar bancos.

“O risco em 2022 é que grandes jurisdições — Europa, Reino Unido, EUA, China — continuem avançando, mas em caminhos diferentes e produzam um sistema que é globalmente inconsistente.”

Além disso, Benoît Cœuré também mostrou-se preocupado com o rápido crescimento do setor de DeFi, que segundo ele traz grandes riscos para a economia mundial, o que não pode ser ignorado por legisladores.

Agora é tarde

Antes de trabalhar no BIS, Benoît Cœuré trabalhou como conselheiro do Banco Central Europeu (BCE) entre 2011 e 2019. Apesar disso, assim como seus colegas, pouco deve ter se importado com uma ‘moeda criada por nerds’, afinal não teria nenhuma adoção.

Porém, mais de dez anos depois, todos eles parecem estar preocupados com a evolução do dinheiro, retirando o poder do governo sobre ele.

“Mas agora que isso está realmente crescendo muito rápido e tornando-se popular de maneiras diferentes, certamente chegou a hora de uma regulamentação consistente.”

Talvez governos conseguissem matar o bitcoin em seu começo, mas agora já parece tarde demais. Além dele, há inúmeros outros projetos, cutucando diversos setores, como dos bancos, jogos e arte, para que eles se modernizem e foquem nos interesses do indivíduo.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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