O Bitcoin Policy Institute (BPI) marcou presença em uma sessão na sede das Nações Unidas em Nova York, onde especialistas da organização debateram o futuro das leis para ativos digitais com líderes globais em fevereiro de 2026.
O evento ocorreu durante o colóquio da Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL). A reunião representa um marco na integração do Bitcoin à estrutura econômica e jurídica mundial, com países como os EUA e Brasil já considerando criarem suas reservas soberanas em moeda digital.
Os especialistas Conner Brown e Zack Shapiro defenderam a criação de normas claras para o comércio global. O foco do debate envolveu a proteção da natureza livre e descentralizada dos protocolos.
“O fato de o Bitcoin e os ativos digitais estarem agora na agenda da sede da ONU — sendo discutidos por governos, organizações internacionais e especialistas jurídicos de todo o mundo — reflete o quanto esse campo evoluiu“, disse Renee Sorchik, vice-presidente de pesquisa do Bitcoin Policy Institute.
Direito de propriedade ao bitcoin entra em pauta na ONU
O painel analisou como o conceito de “controle” define os direitos de propriedade sobre ativos digitais. A definição jurídica desse termo é vital para garantir segurança em transações comerciais entre diferentes países.
A discussão abordou como as leis atuais podem se adaptar para reconhecer a posse de criptoativos. O objetivo é oferecer certeza jurídica para empresas e investidores sem criar barreiras à inovação.
Sorchik destacou a importância do encontro para a indústria. “A clareza jurídica em torno dos ativos digitais é fundamental para sua adoção responsável em nível nacional e internacional. O BPI se orgulha de ter contribuído para essa discussão e espera continuar colaborando com a comunidade internacional à medida que esse trabalho se desenvolve“.
A clareza nas regras é fundamental para a adoção responsável da tecnologia em nível nacional e internacional. O instituto busca oferecer uma visão técnica e imparcial aos legisladores de todo o mundo.
A participação no evento reforça a missão de preparar o direito comercial para a era digital. O desafio agora é garantir que as novas estruturas legais respeitem as características únicas das redes descentralizadas.