
Chris Waller, governador do Fed. Fonte: Federal Reserve/Reprodução.
O Bitcoin voltou a ser negociado acima dos US$ 81.000 nesta quinta-feira (3). O gatilho foram as falas de Chris Waller, governador do Fed, sobre a próxima reunião do BC americano, marcada para o dia 16 de setembro.
No discurso, cuja transcrição completa pode ser encontrada no site do Fed, Waller afirma que “embora a inflação continue significativamente acima da meta de 2%, os dados recentes sugerem sinais de desinflação”.
Seguindo, o economista então revela que pode apoiar a manutenção da taxa de juros na próxima reunião. Ou seja, pode não votar a favor de um aumento de 0,25% nos juros.
“Se houver continuidade do progresso em direção à nossa meta de 2%, estou disposto a apoiar a manutenção da taxa de juros em seu nível atual.”
No total, 12 pessoas participarão da votação. Conforme Waller já chegou a ser o favorito para ocupar a presidência do Fed, cargo que acabou nas mãos de Kevin Warsh, sua opinião possui uma forte relevância.
Na Polymarket, as apostas de que o Fed não mexerá nos juros saltaram de 49% para 59% após as falas do economista.
Anteriormente, na última sexta-feira (28), as falas de Warsh haviam feito essas apostas caírem de 69% para 50%, esfriando o rali do Bitcoin.
Com o mercado acreditando que o Fed pode passar mais um mês sem mexer na taxa de juros, o Bitcoin voltou a subir rapidamente. No momento desta redação, a criptomoeda está cotada acima dos US$ 81.000.
Como pode ser visto no mapa de calor abaixo, outras criptomoedas acompanham essa tendência. Os destaques ficam para XRP, BNB e Sol, que ganham 8,8%, 5% e 5,5%, respectivamente, nas últimas 24 horas.
Em suma, um aumento na taxa de juros pelo Fed significa colocar um freio na maior economia do mundo para controlar a inflação. Somado a isso, investimentos em renda fixa se tornam mais atrativos.
Portanto, isso explica por que ativos de risco como o Bitcoin e outras criptomoedas são tão sensíveis a essas mudanças.
Por fim, agora o mercado aguarda os dados do payroll, a serem divulgados nesta sexta-feira (4), bem como pelos dados de PPI (Índice de Preços do Produtor) e de CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos dias 10 e 11 de setembro, respectivamente.
Tais números podem novamente voltar a mexer com as previsões sobre a reunião do Fed, marcada para o dia 16. Somado à própria decisão do Fed, as falas de Warsh na coletiva de imprensa também podem servir de guia até a reunião seguinte, marcada para 28 de outubro.