Bradesco vai fechar mais de 400 agências até 2020

Fintechs e criptomoedas pressionam grandes bancos pelo mundo!

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Banco Bradesco
Bradesco - Reprodução

Não é de hoje que os grandes bancos do mundo sentem a pressão da concorrência, que tem se mostrado cada vez mais versátil. O monopólio bancário no mundo tem causado muito sofrimento para populações de diversos países. O brasileiro Bradesco é outro que sente a pressão das inovações concorrentes, e anunciou que vai fechar agências para conter a crise.

Até 2020, Bradesco pretende fechar mais de 400 agências pelo Brasil todo

De acordo com a Exame, o Bradesco teria anunciado o fechamento de 450 agências para 2020, espalhadas pelo Brasil. O banco teria informado que não há região privilegiada, e que há grandes oportunidades para fechamento das agências.

Isso reduz o custo operacional do banco, ao diminuir uma série de despesas que essas agências ocasionam. Entretanto, não seria apenas esse o motivo por trás do fechamento de tais agências.

Em setembro de 2019, a Veja citou dados da Economatica sobre os maiores bancos do Brasil de capital aberto. Na ocasião, o Bradesco registrou a maior queda em valor de mercado em agosto de 2019. Cabe o destaque que dos bancos de capital aberto, este é o terceiro maior do país.

Apesar do crescimento do Bradesco no último trimestre ser consistente, houve reação quanto as despesas operacionais no balanço do terceiro trimestre de 2019. Como reflexo, as ações do Bradesco tiveram queda de 4% na seção da última quinta (31).

Pressão de inovações concorrentes apertam o cerco aos bancos tradicionais

Os grandes bancos do Brasil, e do mundo, estão pressionados pela inovação digital. Os bancos digitais como Nubank e Inter, por exemplo, já tomam clientes do setor bancário tradicional. Estes são bancos que não possuem agências físicas, ou seja, conseguem oferecer bons produtos a custos competitivos. Além disso, de acordo com um relatório da KPMG de outubro de 2019, a Nubank tem proporcionado ao Brasil destaque mundial em inovação financeira.

O setor de fintechs é outro que tem se posicionado cada vez mais no sistema financeiro mundial. De acordo com um estudo recente, o sudeste da Ásia pode ser um mar de oportunidades para essas empresas, devido ao alto número de desbancarizados na região. Cabe o destaque que 12% da população brasileira está desbancarizada atualmente.

Fintechs miram desbancarizados do sudeste asiático com grandes inovações concorrentes aos bancos
Fintechs miram desbancarizados do sudeste asiático – Imagem: Reprodução/Exame

Bitcoin é uma das inovações digitais concorrentes dos bancos

Outra opção surge para a população mundial, que pode ser ainda mais promissora: o Bitcoin. A moeda digital, que por vezes é chamada de “ouro digital”, tem crescido no gosto popular.

Isso porque o Bitcoin é uma inovação ainda mais promissora, uma vez que não trabalha com os sistemas financeiros dos países. Ou seja, o Bitcoin não trabalha com o Dólar, Real, Euro, entre outros.

O Bitcoin é um meio de pagamento pela internet que funciona sem a necessidade de abertura de contas em bancos. Os gastos com energia do Bitcoin, apontados como risco para a moeda, são bem menores que os de todas as agências bancárias existentes no mundo.

Em resumo, essa é uma das tecnologias que trazem inovações, colocando grande para seus concorrentes, como Bradesco, Itaú, entre outros.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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